China pode pautar realização de lucros

SÃO PAULO, 19 de abril de 2007 - Os investidores em São Paulo e Nova York se preparam para um pregão de realização de lucros. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em junho operava em baixa de 0,71%, aos 48.860 pontos, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Em Wall Street, os futuros de Dow Jones caíam 0,51%, para 12.793 pontos.

A realização já acontece na Ásia, onde Tóquio caiu 1,67%, Seul perdeu 1,36% e Hong Kong recuou 2,3%. Forte queda em Xangai, onde o índice caiu 4,52%. A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) chinês referente ao primeiro trimestre e da inflação de março trouxe certo nervosismo aos negócios. O PIB subiu 11,1% e a inflação apresentou avanço de 3,3%, ambos acima da expectativa do mercado.

Para alguns profissionais, a China pode elevar o juro do país em razão do forte aquecimento da economia. Alguns analistas, entretanto, acreditam que esses resultados podem significar alguma pressão no curto prazo, mas nada que comprometa a economia mundial. Portanto, segundo esses profissionais, o BC do país daria continuidade à atual política de juro.

Ontem, em Nova York, o Dow Jones reverteu as perdas do período da manhã, encerrando o dia com novo recorde histórico acima dos 12.800 pontos, marcando a 14ª sessão de alta em 15 pregões.

Os balanços corporativos seguem no foco do investidor, que também avalia os dados do Fed da Filadélfia e o índice de indicadores antecedentes.

Depois de registrar nova máxima intraday, aos 49.339 pontos, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,09%, aos 48.710 pontos. A volatilidade deu o tom da sessão, que contou com o vencimento do índice futuro. O giro financeiro do dia ficou em R$ 14,54 bilhões, batendo novo recorde. Do total do volume financeiro, R$ 4,85 bilhões referem-se ao vencimento de opções, sendo na sua totalidade opções de compra, com 107.440 contratos registrados. O resultado supera o vencimento de 14 de fevereiro, que movimentou R$ 14,3 bilhões, sendo R$ 4 bilhões em contratos de índice.

Movimento de venda também na Europa, com Londres e Frankfurt recuando 0,40% e 1,13%, respectivamente.

(EC - InvestNews)