Sinistralidade pode subir custo de coletivos

SÃO PAULO, 18 de abril de 2007 - O índice de sinistralidade pode aumentar o custo dos contratos de planos de saúde coletivos (feitos por associações, sindicados, por exemplo). Dependendo da carteira da entidade, que inclui mais ou menos idiosos, doentes crônicos e com problemas sérios, o custo pode ser repassado ao beneficiário além do reajuste financeiro anual. A observação é de José Luiz Toro da Silva, advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Saúde Suplementar (IBDSS).

Segundo o especialista, só nos planos coletivos existe essa possibilidade de repasse, uma vez que esse tipo de contrato não está sujeito à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

"Nos demais contratos - individuais, familiar e de autogestão -, o reajuste é determinado pela ANS, que tem repassado aos beneficiários a média dos reajustes praticados por planos coletivos. Já nos empresariais, o reajuste é negociado entre a operadora e o contratante", informa Toro.

O advogado acredita que este ano o índice de reajuste deve ficar abaixo da inflação médica, estimada pelo mercado em 9% e superior ao índice geral de preços do mercado.

"No entanto, as empresas ou entidades que comercializam planos coletivos têm sido bem comedidas", explica. "Não há dúvida, entretanto, que os planos coletivos tendem a ficar mais caros", finaliza.

(Silvana Orsini - InvestNews)