CTNBio deve ter nova pressão do Greenpeace

SÃO PAULO, 18 de abril de 2007 - Os membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) se reúnem entre hoje e amanhã na sede do Ministério de Ciência quando poderão aprovar a liberação comercial do milho transgênico Lyberty Link (LL), da multinacional Bayer CropScience _ o primeiro item da pauta da instituição. Tolerante ao glufosinato de amônio, o milho está na pauta da CTNBio há quase uma década, desde 1998.

Entretanto, a reunião deve contar com a pressão dos ambientalistas contrários aos organismos geneticamente modificados (OGMs) que insistem em participar das decisões da Comissão. "Nos fizemos o pedido à CTNBio para participar das reuniões, mas até agora não recebemos a resposta", disse à InvestNews a coordenadora da campanha de transgênicos do Greenpeace, Gabriela Vuolo. "Mas hoje vamos bater na porta da CTNBio para ver isso", complementa Gabriela.

Para cientistas, membros da Comissão, a presença dos anti-transgênicos devem prejudicar as discussões da CTNBio. Entre os motivos, dizem, os ambientalistas querem divulgar o conhecimento tecnológico na internet das empresas. Isso, na opinião dos técnicos, podem render outros capítulos na novela CTNBio, pois as tecnologias em análise correm o risco de serem "roubadas" por outras empresas internacionais interessadas no conhecimento de biossegurança.

Além do milho da Bayer, consta na pauta da CTNBio a liberação comercial de milho resistente a insetos da ordem Lepidoptera, conhecido como milho Guardianâ, da Monsanto do Brasil e o milho resistente a insetos da ordem Lepidoptera (Milho Bt11), da Syngenta Seeds, entre outros. (Viviane Monteiro InvestNews)