Nova missão brasileira irá à China em junho

SÃO PAULO, 17 de abril de 2007 - O Brasil está preparando o envio de uma nova missão comercial à China já em junho, informou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho. Ele participou hoje - representando o ministro Miguel Jorge - da sessão de abertura da 2ª Conferência Internacional "Desafios Emergentes - Brasil, China e Índia", no Hotel Transamérica, seminário que analisa a ascenção econômica da China e da Índia e seus efeitos para o Brasil.

Segundo Ramalho, o Brasil tem todo interesse em aprofundar suas relações com a China, terceiro maior parceiro comercial do país. Ele elogiou a realização de eventos como o patrocinado pelo Conselho Empresarial Brasil-China , "permitindo que cresça o relacionamento com países tão importantes para o Brasil como Índia e China". Na abertura do seminário, Ernesto Heinzelman, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, comentou que a competitividade do crescimento asiático traz grandes desafios ao Brasil.

Também falou o embaixador chinês no Brasil, Chen Duquing. Arthur Kroeber, co-editor da "China Economic Quartely" e diretor da "Dragonomics Researc & Advisory" fez um histórico do desenvolvimento chinês e afirmou que o crescimento do país é algo com o qual o mundo precisa se habituar: "o certo é que a China continuará crescendo, de modo sustentável, por mais 15 anos, pelo menos".

O desenvolvimento indiano foi o tema de Amit Ray, da Universidade de Jawaharlal Nehru, que falou sobre a adoção da globalização pelo país, a partir de importantes reformas na década de 1990. Ajit Tolani, gerente da KPMG em Nova York e especialista em assuntos tributários, afirmou que fazer negócios na Índia "é 100% seguro", graças às reformas que o país introduziu. Ele explicou que atualmente a menina dos olhos do governo indiano é a criação das Zonas Econômicas Especiais, que fornecem incentivos fiscais a investidores interessados em fixar-se em território indiano.

(Cláudia Bozzo - InvestNews)