Idec recomenda distância dos coletivos

SÃO PAULO, 17 de abril de 2007 - Segundo a advogada do Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Daniela Trettel, recentemente as operadoras de planos de saúde começaram a anunciar planos coletivos para grupos pequenos, a partir de três pessoas. "A estratégia representa uma falsa coletivização, pois consumidores, sob a ilusão de pagarem mais barato, são estimulados a se associar à uma associação ou sindicato, ou a utilizar qualquer CNPJ - da empresa de um amigo - para fazer um contrato coletivo", diz Daniela, alertando que isso pode acabar saindo caro, já que esse tipo de contratação foi uma forma encontrada pelas empresas de planos de saúde para fugir da legislação e da fiscalização da ANS.

Os planos coletivos não precisam submeter seus reajustes anuais à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e também por achar que podem rescindir os contratos quando bem entendem.

"É uma solução que muitas pessoas que vivem na informalidade encontraram para ter um plano médico. Mas é preciso tomar cuidado e ver se a empresa que oferece o plano está cadastrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar", alerta também o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida.

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(Silvana Orsini - InvestNews)