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Índice futuro indica realização de lucros

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SÃO PAULO, 24 de novembro de 2006 - Depois de registrar o 24º recorde do ano a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve registrar uma sessão de realização de lucros, movimento já observado nos mercados asiáticos e europeus. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em dezembro registra queda de 1,06%, para 41.900 pontos.

Na sessão de ontem, a falta de referência externa não intimidou os investidores que seguiram na ponta de compra, refletindo a melhora na perspectiva de rating soberano no País e o cenário de menor incerteza internacional. O Ibovespa encerrou em alta de 0,37%, aos 42.070 pontos, novo recorde histórico. A máxima do dia foi de 42.308 pontos.

A Bolsa de Valores de Nova York (EUA) retoma os negócios hoje, mas ainda em função do Feriado do Dia de Ação de Graças, o pregão fechará mais cedo, por volta das 16 horas (horário de Brasília), com atenção voltada para o setor de varejo. Hoje acontece a chamada Back Friday, dia do ano em que as grandes redes varejistas realizam grandes promoções e oferecem enormes descontos em busca dos dólares dos clientes.

Na Ásia, Tóquio, que também voltou de feriado, encerrou a sexta-feira em baixa de 1,13%, Shanghai caiu 0,56% e Seul avançou 0,18%. Na Europa, Londres e Frankfurt registram queda de 0,88% e 1,28%, respectivamente.

No âmbito corporativo, as ações do Submarino permanecem em foco. Ontem, os papéis da varejista online chegar a subir mais de 24%, depois de confirmada a intenção de fusão com a Americanas.com. Na avaliação da Fator Corretora a notícia é positiva. Os ganhos de sinergias são estimados em R$ 800 milhões, com gestão

compartilhada e fim da sobreposição de funções. A Americanas ainda aportará capital de R$ 175 milhões e distribuirá extraordinariamente dividendos para os acionistas da Submarino de R$ 500 milhões ainda esse ano.

Como resultado do acordo, será criada a maior empresa do setor no Brasil, denominada B2W, com mais de 55% de participação de mercado, e a terceira maior empresa do setor no mundo, atrás apenas da Amazon.com e Barnes&Nobles.com. A Fator Corretora mantém uma recomendação de compra para ambos papéis.

(EC - InvestNews)