'O brasileiro não tem um minuto de paz', dizem caminhoneiros sobre aumento do diesel

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A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) divulgou comunicado no qual condena "o desproporcional e abusivo aumento da Petrobras nos combustíveis". A entidade critica "a política de preços adotada pela Petrobras de paridade com o mercado internacional - PPI", "que na prática com a alta do dólar só alteram os valores para cima", conforme a nota assinada pelo presidente da associação, Wallace Landim, o Chorão.

A Abrava destaca, ainda, que "enquanto a política do Governo Federal mantiver o PPI, não adiantará retirar/diminuir impostos federais e o ICMS do combustível, continuaremos reféns do mercado financeiro com a variação do dólar somado ao preço do barril de petróleo e como consequência esfolaremos os brasileiros que não irão mais conseguir comprar nem gás de cozinha ou abastecer seu carro ou caminhão para trabalhar."

Segundo a associação, o Senado Federal acaba de aprovar projetos de lei importantes. O primeiro refere-se à alteração da cobrança de ICMS nos combustíveis e o segundo o PL 1.472/20215 cria o fundo de estabilização dos preços de combustíveis. "E como nada não está tão ruim que não possa piorar, o Senado aprovando o PL 1.472/2021 está na prática concordando com o Preço de Paridade Internacional - PPI já praticado pela Petrobras e que tem sangrado cada brasileiro."

"Ou seja, após o término da tramitação nas Casas Legislativas e a sanção do Presidente da República, o PPI, irá levar cada vez mais os brasileiros à miséria", lamenta a Abrava.

 

Leia a íntegra da nota:

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CONDUTORES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES - ABRAVA, representada por seu Presidente Wallace Landim (Chorão), vem, por meio desta, se manifestar sobre o desproporcional e abusivo aumento da Petrobras nos combustíveis.

Os valores dos aumentos são 18,7% no preço da gasolina e de 24,9% no preço do diesel. A estatal também informou que vai elevar o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) - o gás de cozinha - em 16%.

Destacamos que este aumento ocorre em menos de dois meses do último, ou seja, o brasileiro não tem um minuto de paz.

Não há nada de surpresa nesse novo reajuste, já falamos inclusive que graças a política de preços adotada pela Petrobras de paridade com o mercado internacional - PPI, praticada pela Petrobras desde outubro de 2016 que na prática com a alta do dólar só alteram os valores para cima, conforme foi explicado pela ex-diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo - ANP Magda Chambriard.

Mas calma, ainda temos defasagem nos preços praticado como PPI!

Com o reajuste a defasagem estimada do preço da gasolina cai para 20% (era de 31,6% em 07/3), já no diesel fica em torno de 19% (estava em 34,1% na mesma data), podemos nos preparar VEM MAIS AUMENTO PELA FRENTE.

Quando olhamos para os trabalhadores do transporte (caminhoneiros, motoristas de aplicativos, condutores escolares etc.) percebemos 3 grandes contas a serem pagas:
1- As contas de casa: aluguel, comida, remédios, luz, água etc;
2- O diesel e gasolina sem ele o caminhão, o carro e a van escolar não andam;
3- A manutenção do caminhão, do carro e da van escolar: revisão de freios, suspensão, troca de óleo, pneus etc.

Com a escalada de alta dos combustíveis e a perda do poder de compra, decorrente da inflação, os trabalhadores do transporte estão “morrendo” e de maneira rápida.

Quando pensamos em prioridades nos gastos qualquer um vai primeiro colocar comida na mesa de sua família, depois abastecer e somente se sobrar vamos para manutenção veicular. O que na prática também coloca a vida de terceiros em risco.

Enquanto a política do Governo Federal mantiver o PPI, não adiantará retirar/diminuir impostos Federais e o ICMS do combustível, continuaremos reféns do mercado financeiro com a variação do dólar somado ao preço do barril de petróleo e como consequência esfolaremos os Brasileiros que não irão mais conseguir comprar nem gás de cozinha ou abastecer seu carro ou caminhão para trabalhar.

E para nosso espanto, o Senado Federal aprovou dois Projetos de Lei importantes o primeiro refere-se à alteração da cobrança de ICMS nos combustíveis e o segundo o PL 1.472/20215 cria o fundo de estabilização dos preços de combustíveis.

E como nada não está tão ruim que não possa piorar, o Senado aprovando o PL 1.472/2021 está na prática concordando com o Preço de Paridade Internacional - PPI já praticado pela Petrobras e que tem sangrado cada brasileiro.

Para que não haja dúvidas, vejamos o texto: “Art. 68-F. Os preços internos praticados por produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo e GLP, inclusive o derivado de gás natural, devem ter como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação, conforme aplicáveis.”

Ou seja, após o término da tramitação nas Casas Legislativas e a sanção do Presidente da República, o PPI, irá levar cada vez mais os brasileiros à miséria.

Estamos caminhando para mais sofrimento da população com mais aumento de preços o que por lógica levará ao aumento de brasileiros a ficarem abaixo da linha da pobreza em detrimento de lucro da Petrobras.

Acho que o momento cabe a pergunta feita por tantos anos no seriado Chapolin Colorado: “E agora quem poderá nos defender?”

Brasília, 10 de março de 2021.

(com Agência Estado)

 

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