Pesquisa: com o ritmo dos juros e inflação, os próximos meses não devem ser positivos

Além disso, a confiança dos consumidores na melhora da economia diminuiu, mas se manteve em um patamar de 42,7% para o estado do Rio de Janeiro

No mais recente levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), com consumidores do estado do Rio, o índice geral apresentou um pequeno aumento em agosto, se comparado ao mês de julho. Também foi observado uma perda de ritmo neste mês, diferentemente dos meses anteriores, puxada pela estabilidade da situação presente. A perspectiva para o futuro mostrou ligeira alta, influenciada pela intenção de compra de bens duráveis. Por outro lado, a confiança dos consumidores na melhora da economia diminuiu, mas se manteve em um patamar de 42,7% para o estado do Rio. Ainda segundo o IFec RJ, ao analisar o ritmo de juros atual e resiliência da inflação, os próximos meses não devem ser mais tão positivos quanto o esperado, embora exista ainda otimismo em relação ao final do ano, principalmente, se o ritmo da vacinação voltar a acelerar.

A pesquisa também mostra que o medo de perder o emprego nos próximos três meses se estabilizou, apesar de uma leve queda de 1,8 pontos percentuais em agosto. Assim, 43% da população tem receio de perder o trabalho, frente a 44,8% no mês anterior. Em março desse ano, esse percentual alcançou sua maior alta dentro da série histórica, com 62,1%, se mantendo em 60,1% em abril, apresentando queda a partir de maio. Já os entrevistados que estão com pouco medo de perder o emprego apresentou alta em relação ao mês anterior, indo de 19% para 22,9%. A pesquisa também registra que 34,1% dos fluminenses não estão com medo de perder o emprego. Em julho, eram 36,2%.

Fluminenses menos confiantes na economia

De acordo com a sondagem do IFec RJ, a confiança dos consumidores fluminenses na economia do estado do Rio para os próximos três meses apresentou estabilidade em agosto. Questionados sobre as expectativas em relação à retomada da economia no próximo trimestre, o levantamento registrou uma nova redução no percentual de consumidores que estão confiantes ou muito confiantes, indo de 44,2% em julho, para 42,7%. Por outro lado, 36,6% dos entrevistados estão pessimistas e muito pessimistas, mês anterior eram 33,7%, acréscimo de 2,9 pontos percentuais. Os entrevistados que acreditam que não haverá alteração também apresentou diminuição, atingindo 20,7% dos consultados frente a 22,1% anteriormente.

Com relação à confiança na economia nacional, cerca de 45,8% dos consumidores entrevistados se mostraram confiantes ou muito confiantes, proporção pouco menor que o constatado em julho (47,5%), redução de 1,7 pontos percentuais. O indicador referente aos que estão pessimistas ou muito pessimistas sofreu uma pequena elevação, indo de 32,2% para 36,6%.

Renda Familiar

A porcentagem de fluminenses que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar no próximo trimestre se manteve estável, indo de 26,4% para 26%. Em março esse percentual era de 60,8% dos entrevistados. O total dos que creem que a situação econômica de suas famílias continuará como está teve leve alta, indo de 42,3% para 45,8%. Os entrevistados que acreditam que a renda aumentará de alguma forma, também permaneceu estável, apesar da leve queda e após três meses de alta, alcançando 28,2% dos consumidores, em julho (31,3%), junho (32,9%), maio (22,7%) e abril (15,1%).

Endividamento e Inadimplência

O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados reduziu de 53,7% em julho, para 50% em agosto. Os que se dizem pouco endividados apresentou leve alta, indo de 19,3% em julho, para 23,5% na sondagem de agosto. Já o percentual de consumidores não endividados caiu de 27% para 26,5%. A porcentagem de entrevistados inadimplentes ou com muitas restrições apresentou queda nessa pesquisa: de 37,1% para 34,9%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes subiu de 17,2% para 19%. Já o número de cidadãos sem restrições teve nova alta: de 45,7% para 46,1%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (64,9%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (44,7%), crédito pessoal (35,1%), pelo cheque especial (25%), além de escola, faculdade e curso (19,7%) e aluguel (17,6%).

Consumo de bens duráveis

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, no próximo trimestre, 31,7% dos consumidores afirmaram que devem aumentar esse tipo de consumo, em julho eram 26,2%. Outros 30,2% responderam que vão diminuir esses gastos, no mês anterior foram 28,9%. Já 38,1% responderam que irão mantiver esses gastos, na sondagem passada foram 44,9%.

Realizada na última quinzena de agosto, a pesquisa contou com a participação de 358 consumidores do estado do Rio de Janeiro e teve como objetivo entender quais as expectativas dos fluminenses com relação a retomada da economia do estado do Rio e brasileira, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.