'Vou 'meter o dedo na energia elétrica também', diz Bolsonaro

Em discurso com críticas ao ex-presidente da Petrobras, Bolsonaro sugeriu uma nova intervenção presidencial na economia

Foto: Folhapress / Mateus Bonomi
Credit...Foto: Folhapress / Mateus Bonomi

Sem citar diretamente a Eletrobras, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou na noite desse sábado (20), em conversa com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, que pretende fazer mudanças no setor elétrico.

Ele voltou a criticar a política de preços da Petrobras, repetiu a tese de que queriam derrubá-lo na pandemia e avisou, sem entrar em detalhes, que vai "meter o dedo" na energia elétrica.

"Assim como diziam que queriam me derrubar na pandemia fechando tudo, agora resolveram atacar na energia. Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também", afirmou.

Jair Bolsonaro criticou a gestão de Roberto Castello Branco, substituído pelo general Joaquim Silva e Luna como presidente da Petrobras. Nesse sábado (20), ele fez uma série de discursos inflamados direcionados à política econômica de Paulo Guedes.

Bolsonaro deixou evidente a sua discordância com a política de preços da estatal, e disse que o reajuste de 32% no preço do óleo diesel foi "covardia".

"Parecia exorcismo quando eu falei que não ia prorrogar por mais dois anos o mandato do cara [Castello Branco] lá. Compromisso zero com o Brasil. Nunca ajudaram em nada", esbravejou.

"Não é aumentando preço de acordo com o petróleo lá fora e o dólar aqui dentro. É mais do que isso. A preocupação é ganhar dinheiro em cima do povo. Não justifica 32% de reajuste no diesel no corrente ano. Ninguém esperava essa covardia desse reajuste agora. Ninguém quer interferir, assim como não interferi na Petrobras, mas estão abusando" concluiu o presidente.(com agência Sputnik Brasil)