'O Brasil está comprando o máximo de vacinas que pode', as críticas são injustificadas, diz Guedes

"O grande desafio é a vacinação em massa. Eu confio e tenho fé em todos que estão colaborando na vacinação em massa. Temos logística, temos capacidade ", disse o ministro da Economia

Alan Santos/Presidência da República
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O Brasil está tentando comprar o máximo possível de vacinas covid-19 e as acusações de que concentrou seus esforços em apenas um fabricante são injustas, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nessa segunda-feira.

Em entrevista coletiva online, Guedes disse que o maior desafio do governo este ano é implantar um programa de vacinação em todo o país e que tem plena confiança de que isso será alcançado.

“O grande desafio é a vacinação em massa. Eu confio e tenho fé em todos que estão colaborando na vacinação em massa. Temos logística, temos capacidade ”, disse Guedes.

“O Brasil realmente está tentando comprar todas as vacinas. As críticas de que teríamos focado em apenas um não se sustentam”, disse Guedes, acrescentando que há muita gente “subindo em cadáveres” para marcar pontos políticos.

O Brasil tem o segundo maior número de mortes causadas pelo vírus no mundo, e o presidente Jair Bolsonaro tem sofrido fortes críticas de políticos, imprensa e público por sua postura sobre a pandemia e o manejo da crise.

Os estudos oficiais mostram que o total de vítimas da pandemia é de 217.037 pessoas (números de segunda, 25) , e a quantidade de casos de coronavírus agora é de quase 8,9 milhões.

O processo de vacinação só começou há uma semana, depois que a agência reguladora da saúde, Anvisa, aprovou o uso emergencial das vacinas da chinesa Sinovac Biotech e da britânica AstraZeneca. Mas o processo foi prejudicado por atrasos.

Até agora, o lançamento da vacina amplamente criticado no Brasil dependia da injeção desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo.

Bolsonaro havia anteriormente condenado a fórmula chinesa como sendo inútil, mas seu governo está se tornando cada vez mais dependente dele para domar o segundo surto de coronavírus mais letal do mundo, depois dos Estados Unidos.

Guedes disse que para o crescimento econômico decolar o Brasil deve acelerar o processo de vacinação em massa. Ele insistiu que a saúde pública e a economia estão interligadas.

O Brasil vive atualmente uma segunda onda devastadora do vírus, com o número de mortos em algumas cidades do norte, como Manaus, aumentando devido à falta de tanques de oxigênio.

Economistas dizem que a economia pode se contrair no primeiro trimestre, com a segunda onda sendo um fator importante. Guedes já afirmou que a economia pode crescer mais de 4% este ano. (com agência Reuters)