Auxílio emergencial: 75% dos beneficiários estão comprando menos comida

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Foto: Folhapress/Eduardo Matysiak
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Segundo pesquisa realizada entre 8 e 10 de dezembro, a redução do auxílio emergencial fez com que 75% dos beneficiários comprassem menos alimentos.

O segundo efeito mais detectado pelo estudo da redução do auxílio foi o corte de despesas com remédios, praticado por 65% dos beneficiários, seguido pela diminuição do consumo de água e luz (57%).

O não pagamento de contas da casa (55%) aparece em seguida, e é o quarto efeito mais sentido pelos brasileiros beneficiados pela política de distribuição de renda do governo federal durante a COVID-19.

De acordo com o estudo, o auxílio emergencial é a única fonte de renda para 36% das famílias que receberam o benefício pago pelo governo federal após o início da pandemia do coronavírus.

Em levantamento feito em agosto, a proporção de dependentes do auxílio emergencial era maior. Cerca de 44% apontavam, à época, o auxílio como única fonte de renda.

De lá para cá, o valor de referência do benefício caiu de R$ 600 para R$ 300. A pesquisa mostra que 39% da população pediu o auxílio emergencial e 81% dos pedidos foram atendidos.

A previsão é que as últimas parcelas do auxílio emergencial sejam pagas em janeiro. Não está definido se haverá prorrogação do benefício e nem a criação de um novo programa. (com agência Sputnik Brasil)