Mercado mantém previsão do PIB em 2019 e reduz inflação pela 7ª vez

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central mantiveram a previsão de crescimento da economia e reduziram, pela sétima vez seguida, a estimativa para a inflação neste ano. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com pesquisa do BC ao mercado financeiro, a expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 0,87% em 2019. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

Já a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), passou de 3,45% para 3,44%, em 2019. Para 2020, foi mantida em 3,80%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo das metas de inflação, definidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que são de 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 5% ao ano. Na última semana, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC, reduziu a Selic de 6% para 5,5% ao ano.

A expectativa do mercado é que Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecerá em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro.

O mercado não espera por alteração na Selic em 2020, com a taxa permanecendo em 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,75% ao ano. Na semana passada, a previsão era 7% ao ano. Para o fim de 2022, a expectativa é que a taxa chegue a 7% ao ano.

Já a previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,90 para R$ 3,95 e, para 2020, foi mantida em R$ 3,90.

(FolhaPress)