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Economia

Ibovespa mostra fraqueza antes de Fed e Copom; Petrobras pesa

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A bolsa paulista mostrava alguma fraqueza nesta quarta-feira, com agentes financeiros em clima de expectativa para decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, tendo as ações da Petrobras novamente na ponta negativa do Ibovespa diante de novo recuo dos preços do petróleo.

Às 11:30, o Ibovespa caía 0,14%, a 104.474,96 pontos. O volume financeiro somava 2,89 bilhões de reais.

O Federal Reserve anuncia sua decisão às 15h (horário de Brasília), e no mercado a expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa para a faixa de 1,75% e 2,00%. Além do comunicado sobre a decisão, a entrevista coletiva que o chairman do Fed, Jerome Powell, dará a partir de 15h30 também concentra as atenções.

Em Wall Street, o S&P 500 tinha variação negativa de 0,3%. Veja aqui como as ações nos EUA reagem a ciclos de afrouxamento monetário pelo Fed:

Para a equipe da Guide Investimento, o mercado acionário brasileiro deve ter o desempenho condicionado à decisão do Fed vir ou não em linha com o esperado. Além do corte, há expectativa de que o BC norte-americano sinalize estar disposto a adotar medidas de estímulo adicionais caso seja necessário.

Após o fechamento do pregão local, é a vez de o BC brasileiro anunciar sua decisão sobre os juros, com o mercado também apostando majoritariamente que o Copom capitaneado por Roberto Campos Neto reduzirá a taxa Selic de 6% para 5,5% ao ano.

Análise técnica do Itaú BBA sobre o Ibovespa afirma que, após fechar em alta na véspera, o índice apontou novamente para a forte resistência em 104.800 pontos. "Se conseguir superar essa região, o próximo desafio do mercado será superar a máxima histórica em 106.700 pontos."

DESTAQUES

- PETROBRAS PN recuava 1,1%, em movimento alinhado ao novo declínio dos preços do petróleo, na esteira de notícias de que a Arábia Saudita retomará sua capacidade de produção total rapidamente após ataques no fim de semana, que fizeram as cotações da commodity dispararem na segunda-feira.

- BANCO DO BRASIL ON tinha valorização de 1,8%, destoando da fraqueza dos grandes bancos privados. O presidente-executivo do Banco Votorantim, no qual o BB tem participação de 50%, disse nesta quarta-feira que chegou o momento de preparar o banco para uma oferta inicial de ações (IPO).

- ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,06%, mas BRADESCO PN tinha alta de 0,2%.

- NATURA ON avançava 1,4%, renovando máxima intradia histórica e ampliando os ganhos neste ano para mais de 65%. A fabricante de cosméticos anunciou na véspera aumento de capital com bonificação de ações.

- VALE ON mostrava declínio de 0,7%, tendo de pano de fundo a queda dos futuros do minério de ferro na China pelo terceiro dia consecutivo, em meio a crescentes desembarques do produto nos portos do país e por maiores embarques por grandes mineradoras.

- MRV cedia 1,98%, entre as maiores quedas, em sessão de ajuste, após salto de mais de 7% na véspera. No setor, CYRELA perdia 1,3%.

- EMBRAER tinha alta de 0,3 por cento. O sindicato de metalúrgicos da principal fábrica da companhia, São José dos Campos, informou que trabalhadores da unidade aprovaram decretação de estado de greve e que a categoria pode parar a partir da segunda-feira.

- BANRISUL PNB, que não está no Ibovespa, subia 4%, após o banco ajustar oferta primária de ações, que teve sua precificação adiada da véspera para esta quarta-feira.

- SINQIA ON, que também não está no Ibovespa, caía 3,6%, a 67,18 reais, após o conselho de administração aprovar o preço de 62 reais por ação para oferta primária com esforços restritos, resultando em um montante total da oferta de 362,7 milhões de reais.