Jornal do Brasil

Economia

Ações da Braskem despencam após desistência da LyondellBasell

Holandesa não vai mais comprar braço da Odebrecht

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As ações da Braskem despencam na Bolsa brasileira nesta terça-feira (4) após a holandesa LyondellBasell desistir de comprar a fatia da petroquímica que pertence a Odebrecht. Às 11h56, os papéis preferenciais (mais negociados) cedem 17,31%, a R$ 34,19. Os ordinários (com direito a voto), cedem 11,89%, a R$ 34,30. Ambos os patamares são os mais baixos desde 2015.

Na Bolsa de Nova York (NYSE), as ações da companhia caem 17,06%, a US$ 17,65.

Nesta terça, LyondellBasell e Odebrecht anunciaram que encerraram as negociações que envolviam 50,1% do capital votante da petroquímica brasileira. A holandesa desistiu do negócio por avaliar que a Braskem pode ficar mais barata no futuro.

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Odebrecht (Foto: REUTERS/Carlos Jasso)

Em relatório, a Guide Investimentos relembra outros reveses recentes da companhia, como a deslistagem temporária na NYSE e ação do Ministério Público de Alagoas sobre exploração mineral da empresa associada ao cedimento do solo na região.

"Somado a isso, há o risco de recuperação judicial da controladora [Odebrecht], que contava com os recursos da venda da Braskem para fôlego financeiro de curto prazo. Contudo, independente dos desdobramentos das negociações envolvendo o controle, os ativos da Braskem seguem bem descontados, dado o forte desempenho operacional recente e expectativas positivas da indústria. As ações da Braskem são negociadas com múltiplos abaixo da média de seus pares. [..] não se justifica esse desconto, já considerando o prêmio de risco Brasil, considerando que a Braskem mantem uma boa diversificação regional da geração em seus resultados", afirma o relatório.

O Ibovespa, maior índice acionário no Brasil, opera de lado, aos 97.073 pontos. O mercado externo opera em alta, com principais Bolsas globais com ganhos acima de 1%.

JÚLIA MOURA