Para Itaú, inflação já está caindo; taxa desce a 3% em junho

Após a divulgação da alta de apenas 0,35% no IPCA-15 de maio (a prévia do IPCA) na última sexta-feira, 24 de maio, pelo IBGE, o Departamento Econômico do Itaú, que esperava 0,38%, reviu para baixo todas as suas projeções futuras para a inflação oficial. O principal motivo foi a forte deflação de 0,26% dos alimentos no domicílio. Para o IPCA fechado de maio o Itaú baixou a projeção de 0,29% para 0,25%. 

A maior parte da revisão se deu em alimentação no domicílio (espera deflação de 0,82% neste subgrupo em maio). Ou seja, como em anos anteriores (exceção de 2018, pela greve dos caminhoneiros, e em 2015, quando houve queda de safra), a entrada da safra agrícola no mercado derruba os preços da alimentação e joga a taxa do IPCA nos menores níveis no período de maio a agosto.

Com base nesta projeção, o banco considera que a taxa acumulada do IPCA em 12 meses deve desacelerar de 4,94% em abril para 4,79% em maio, seguindo a expectativa de que o IPCA já fez seu pico nesta base de comparação. As projeções do banco para junho e julho caíram para, respectivamente, 0,12% e 0,11%. Com isso, a inflação em 12 meses deve desacelerar para perto de 3,6% em junho (uma vez que a inflação de 1,26% de julho/18 impactada pela greve dos caminhoneiros será excluída do cômputo da taxa acumulada) e para perto de 3,3% em julho.

Vale ressaltar que as projeções do Itaú já levam em conta a bandeira tarifária amarela nas contas de luz dos consumidores.