Justiça do Japão aceita soltar Carlos Ghosn mediante fiança

O Tribunal de Tóquio aceitou nesta quinta-feira (25) um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente da Nissan, da Mitsubish e da Renault Carlos Ghosn, suspeito de fraude fiscal, mediante pagamento de fiança de US$4,5 milhões.


A decisão determina o pagamento da quantia, além da proibição da saída de Ghosn do Japão e qualquer tentativa por ele de manipular possíveis provas nas investigações. O executivo também terá o contato com sua esposa restringido. A Promotoria chegou a apresentar um recurso contra a libertação, mas foi rejeitado pelo tribunal. Desta forma, Ghosn poderá deixar a cadeia a qualquer instante. O pagamento de uma fiança de 500 milhões de ienes já teria sido feito.


O brasileiro foi detido pela primeira vez em novembro de 2018, após denúncias de crimes financeiros. Ele foi libertado sob fiança em março e ficou em Tóquio à espera de um julgamento. No entanto, um mês depois Ghosn voltou para a prisão devido a um novo pedido apresentado por procuradores. Ao todo, ele é alvo de quatro acusações, mas nega todas elas.