Taxas de juros recuam com dólar em meio a bom humor externo e espera por Guedes

Os juros futuros oscilavam perto da estabilidade por volta das 9h45 desta quarta-feira, 3, após abrirem a sessão para baixo, pressionados pela queda do dólar no exterior e ante o real. Após a abertura, a desaceleração das perdas da moeda americana reconduziram as taxas futuras para perto dos ajustes anteriores.

Além do otimismo com um possível desfecho próximo das discussões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o investidor opera focado na reforma da Previdência. Mais tarde, o rumo dos ativos locais tende a ser determinado pela participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a partir das 14h. Até lá, as oscilações dos juros podem ser mais limitadas e as taxas podem girar mais perto dos ajustes anteriores, a exemplo do fechamento desta terça-feira (2).

A agenda do dia prevê também a apresentação do parecer do senador Esperidião Amin sobre a PEC do Orçamento impositivo com possibilidade de votação da matéria na CCJ do Senado (10h). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que os senadores construíram um acordo que garante o objetivo do aprovado pelos deputados, que é o orçamento impositivo para todas as ações do Poder Executivo. Sobre o escalonamento para as emendas de bancada, Maia afirmou que isso foi uma decisão dos senadores e que será preciso respeitar.

Às 9h47 desta quarta-feira, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava em 6,480%, ante mínima em 6,460, de 6,485% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021 estava a 7,02%, após mínima em 6,98% mais cedo, de 7,02% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 exibia 8,11%, após cair até 8,07%, ante 8,12% no ajuste da véspera. E o DI para janeiro de 2025 estava praticamente estável, a 8,65%, ante mínima em 8,60%, de 8,66% no ajuste de ontem. No câmbio, o dólar à vista caía 0,39%, aos R$ 3,8417 e o dólar futuro para maio cedia 0,34%, aos R$ 3,8475.

Mais cedo, a Fipe informou que o IPC, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,51% em março, de 0,54% em fevereiro. O resultado de março veio no piso do intervalo das estimativas de sete instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,51% a 0,60%, e abaixo da mediana das previsões, de 0,52%. No primeiro trimestre, o IPC-Fipe acumulou inflação de 1,64%. Nos 12 meses até março, o aumento do índice foi de 4,66%.