Teste com míssil anti-satélite da Índia deixa 400 objetos flutuando no espaço

A destruição pela Índia de um dos seus satélites na órbita terrestre com um míssil originou 400 peças de dejeto espacial, um perigo adicional para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), disse nesta segunda-feira (1) o chefe da Nasa, agência espacial norte-americana.

Jim Bridenstine disse durante uma sessão de perguntas e respostas com funcionários da Nasa, em Washington, que foram identificadas 400 peças de escombros cinco dias após o teste da Índia para demonstrar sua capacidade de defesa.

"Não se pode acompanhar todos eles", explicou. "Rastreamos objetos que medem mais de 10 centímetros, e há cerca de 60, cada um com um número e podemos acompanhar".

O satélite indiano foi destruído a uma altitude relativamente baixa de 300 km, bem abaixo da ISS (410 km) e da maioria dos satélites em órbita.

Mas 24 dos 60 destroços atingiram uma altitude maior que a ISS sob o efeito de destruição, de acordo com Jim Bridenstine.

"Realizar um ato que envia os escombros a um pico mais alto que a Estação Espacial Internacional é algo terrível, terrível", denunciou. "Esse tipo de atividade é incompatível com o futuro dos voos tripulados. É inaceitável", disse ele.

As forças armadas dos EUA são as que registram os objetos no espaço para prever o risco de colisão não apenas para a estação, mas também para os satélites. Os militares acompanham a rota de 23.000 objetos de mais de 10 centímetros através do espaço.

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