Juros recuam com dólar após melhora da industria chinesa e à espera de Guedes

Os juros futuros operam em queda, sintonizados ao dólar fraco ante o real e outras moedas de países emergentes exportadores de commodities no exterior. Os ajustes de baixa vêm após dados industriais mais fortes na China e em meio a expectativas de acordo entre EUA-China, uma vez que os dois governos se reúnem novamente na quarta-feira em Washington.

Na agenda semanal, o destaque é a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na quarta-feira, para responder a perguntas de parlamentares sobre a reforma da Previdência. Além de Guedes, o mercado monitora a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Israel, que dura até quarta-feira.

No fim da semana passada, o arrefecimento dos conflitos políticos com acordo para articulação da reforma entre Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e aceno de trégua de Bolsonaro a Maia trouxeram de volta o otimismo com a reforma da Previdência. Contudo, no fechamento da sexta-feira, as taxas aproveitaram para realizar lucros e terminaram o mês de março e o primeiro trimestre com viés de alta.

Nesta manhã, às 9h48, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caía a 7,09%, na máxima, de 7,14% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2023 recuava a 8,17%, de 8,24% no ajuste de sexta-feira. E o DI para janeiro de 2025 cedia a 8,68%, de 8,75% no ajuste de sexta-feira. No câmbio, o dólar à vista caía 1,18%, aos R$ 3,8699. O dólar futuro para maio recuava 1,29%, a R$ 3,8775.

Mais cedo, os investidores olharam o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Não houve mudanças relevantes, com exceção da previsão de um PIB menor com crescimento de 1,98% em 2019 de 2,00% antes, e de 2,75% em 2020, de 2,78% anteriormente. Os agentes do mercado mantiveram as projeções para IPCA para 2019 e 2020 em 3,89% e 4,00%, respectivamente. As estimativas para Selic no fim de 2019 também permanecem em 6,50%, nível atual da taxa, e para 2020, em 7,50%. Para o câmbio, as projeções para fim de 2019 seguem em R$ 3,70% e em R$ 3,75, para 2020.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) de março subiu 0,65%, 0,04 ponto porcentual acima da taxa registrada na última divulgação. O indicador acumula alta de 1,57% no ano e 4,88% nos últimos 12 meses.

Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 2,7 pontos em

março, para 94,0 pontos, o menor nível desde outubro de 2018.