Número de mulheres líderes executivas caiu no mundo

No Dia Internacional da Mulher, ontem, 68 bolsas ao redor do mundo, inclusive a B3, "tocaram o pela equidade de gênero nas empresas. Mas a realidade é que a participação feminina à frente de grandes empresas ainda é muito pequena. Na abertura do evento, o presidente da Bolsa de Valores, Gilson Finkelsztain, destacou que serão necessários dois séculos para o fim da desigualdade de gênero. Ele notou ainda que houve queda no número de mulheres ocupando os cargos de CEO no ano passado: eram 32 mulheres que comandavam grandes empresas pelo mundo em 2017, e apenas 24 em 2018.

Finkelsztain observou ainda que 18% dos conselhos de administração têm preocupação com a ocupação de assentos por mulheres. Os presentes ao evento ressaltaram o impacto positivo nos resultados com a presença feminina no alto escalão. Ana Carolina Querino, representante da ONU Mulheres, citou pesquisas mostrando que a margem de lucro das empresas aumentou 3,7% entre as que têm mais de uma mulher em seus conselhos. O ganho pode ser elevado em 6% no caso das companhias com 60% dos conselhos formados por mulheres.

Denise Hills, representante do Pacto Global e consultora chefe do Itaú Unibanco, afirmou ser preciso um compromisso das empresas para ampliação da participação delas em empresas. Hills destacou que, no Brasil, apenas 10% dos cargos de diretoria executiva no mercado financeiro são ocupados por mulheres. Mas acrescentou que a situação não é diferente no mundo. Na Noruega, um dos países de menor diferenciação de gênero, a participação é 16%.