Derivados: diesel sobe 20,9% este ano

Cedendo à pressão de custos da escalada, desde fevereiro do dólar, que ontem subiu mais 1,28%, a Petrobras anunciou ontem que a partir de hoje o preço médio da gasolina A, sem tributos, vai aumentar 2,5% nas refinarias, para R$ 1,7287. Foi o segundo reajuste em março, acumulando 14,58% de aumento este ano. Desde março a alta é de 15,96%.

Além disso, a estatal anunciou alta de 1,91% no preço do diesel, para R$ 2,1871, conforme tabela disponível no site da empresa. Foi o terceiro reajuste do diesel neste mês, rompendo um sistema que fixava preços semanais desde dezembro. No acumulado de 2019, a alta do diesel nas refinarias alcança 20,91%. Desde fevereiro a alta soma 8,28%.

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, causada no momento pelas oscilações do dólar, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, 'conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral'. Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

Produção cai 2,2% em janeiro

O Brasil produziu em janeiro 2,2% a menos de petróleo do que em dezembro, ou 2,631 milhões de barris diários, informou ontem a ANP. A queda foi puxada pela redução de 2,7% na produção no pré-sal brasileiro, devido às paradas para manutenção nas plataformas P-74 e FPSO Cidade de São Paulo, respectivamente nos campos de Búzios e Sapinhoá, localizados na Bacia de Santos. Em janeiro, a produção do pré-sal brasileiro correspondeu a 54,9% do total produzido no país. Em relação ao mesmo mês de 2018, a produção de petróleo subiu 0,6% e de gás natural, 0,7%, para 113 milhões de metros cúbicos por dia.

O campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos foi o que mais produziu petróleo em janeiro, com média de 889 mil barris diários, assim como o maior volume de gás natural (38 milhões de metros cúbicos por dia). A plataforma com maior produção foi a FPSO Maricá, no campo de Lula, que em sete poços produziu 150 mil b/d. Graças ao pré-sal, a bacia de Santos continua liderando a produção, com 1,303 milhão de barris diários de petróleo e 63,3 milhões de metros cúbicos por dia, seguida da bacia de Campos, com 1,191 milhão de b/d e 22,8 milhões de metros cúbicos/dia.