Balança tem o 2º saldo para fevereiro

A balança comercial fechou fevereiro com o 2º maior saldo para o mês desde 1989. O país exportou US$ 3,673 bilhões a mais do que importou, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O recorde anterior no mês foi em 2017, de US$ 4,555 bilhões. Em fevereiro de 2018 o saldo foi de US$ 2,999 bilhões. As exportações, de US$ 16,293 bilhões, caíram 15,8% frente a fevereiro de 2018 na média diária. As importações de US$ 14,411 bilhões caíram 21,2% na mesma base. No 1º bimestre, a balança comercial teve superávit de US$ 5,865 bilhões, contra US$ 5,823 bilhões em 2018, redução explicada por uma exportação de plataforma de petróleo no ano anterior.

Em fevereiro houve forte queda (32,3%) na venda de produtos manufaturados frente a 2018. A crise da Argentina, 3º maior parceiro comercial do país, contribuiu para a queda de 56,3% em veículos de carga, de 46,6% em automóveis de passageiros e em 39,7% nas vendas de máquinas de terraplanagem. As vendas de produtos semimanufaturados recuaram 21,2%, puxadas por óleo de soja (-76,5%), ferro fundido (-43,1%) e couros e peles (-30,8%). Houve aumento de 10,2% nos produtos básicos (com baixo valor agregado de mão de obra e tecnologia), com destaque para soja em grão ( 81,6%), algodão ( 44,5%) e milho em grão ( 39,3%).

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Produtos básicos compensaram a queda em manufaturados (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Segundo o diretor do Departamento de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, também impactou as exportações a queda de 22,8% do preço internacional do petróleo em 2019 frente ao mesmo período de 2018. No 1º bimestre, a quantidade exportada cresceu 5,3%, enquanto os preços médios caíram 6,2%. Nas importações, os preços médios aumentaram 1,8% no ano, enquanto a quantidade de janeiro e fevereiro caiu 3% frente a 2018.

Após saldo de US$ 58,9 bilhões em 2018, o 2º da história, o mercado prevê queda em 2019 com a recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações. Na última pesquisa Focus a estimativa era de US$ 51 bilhões (US$ 56 bilhões, o Bradesco). Brandão disse que o Ministério não fará projeções oficiais para o saldo em 2019.