Setor de serviços também apoia mudança de regras

Os planos do ministro Paulo Guedes, de aprofundar a reforma trabalhista e criar a carteira de trabalho verde e amarela animam também o setor de serviços, que projeta aumento nas contratações no novo regime.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Serviços (CNS), Luigi Nese, a retirada de encargos sobre a folha também é fundamental. "Sem desonerar o trabalho, cada posto de emprego continuará a ter um custo altíssimo para as empresas. Temos de tirar tudo, inclusive o Sistema S e outros penduricalhos. Não adianta a economia aquecer se os empresários não tiverem condições de contratar".

Para o especialista em Direito do Trabalho Fernando Abdala, as falas de Guedes vão no sentido de passar as relações trabalhistas para o Direito Civil, com maior peso para os contratos pactuados entre as partes. Nesse sentido, o próprio Ministério Público teria menos espaço para atuar sobre as relações de trabalho. "Hoje, o direito trabalhista tem características de direito privado, mas também de direito público, pois as partes não podem abrir mão de vários direitos e suas aplicações". Segundo Abdala, o que tem potencial para gerar empregos é a segurança jurídica. (Estadão Conteúdo)