BB lucra R$ 12,8 bilhões ( 16,8%)

O lucro líquido do Banco do Brasil chegou a R$ 12,862 bilhões, em 2018, com aumento de 16,8% frente a 2017, segundo dados divulgados ontem. A carteira de crédito ampliada (empréstimos mais as operações com títulos, valores mobiliários privados e garantias) totalizou R$ 697,3 bilhões e cresceu 1,8% em 12 meses, o pior desempenho entre os grandes bancos. O Itaú aumentou 6,1%, o Bradesco, 7,8% e o Santander, 11,3%.

O crédito para as empresas cresceu 0,7%, no 4º trimestre do ano frente ao 3º trimestre. O crédito para micro e pequenas empresas voltou a crescer após 15 trimestres consecutivos de queda, alcançando R$ 39,5 bilhões, aumento de 1,2% sobre setembro de 2018. A carteira rural apresentou alta de 5,6% na comparação anual (R$ 8,9 bilhões).

Já a carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 7,6% em 12 meses (R$ 13,4 bilhões), com desempenho positivo em crédito consignado (R$ 3,8 bilhões), de 8,7% no financiamento imobiliário (R$ 3,9 bilhões) e 13,7% em cartão de crédito. O crédito pessoal cresceu 55,2% e alcançou R$ 7,3 bilhões.

O índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 2,53% em dezembro de 2018, contra 3,72% em dezembro de 2017. Nas pessoas físicas, o índice recuou de 3,36% em 2017 para 3,08%. O maior percentual em atraso é nas operações de crédito direto ao consumidor (4,63%). Em cartões de crédito a inadimplência é de 2,41%. Mas entre as pessoas jurídicas, apesar da forte redução frente aos 6,10% em dezembro de 2018, o nível ficou estável frente ao 3º trimestre, em 3,7%.

Nos financiamentos ao agronegócio, que tem juros subsidiados pelo Tesouro, o nível caiu para 1,59%, contra 1,62% no 3º trimestre e 1,67% em dezembro de 2017. Em 2018, as receitas com prestação de serviços cresceram 5,8% frente a 2017, alcançando R$ 27,5 bilhões.

Venda do Votorantim

O BB vai contratar consultoria para definir o melhor destino para o banco Votorantim, do qual é sócio desde janeiro de 2009, com 49,99%, junto com a família Ermírio de Moraes, segundo o presidente da instituição, Rubem Novaes. Novaes disse que vender o Votorantim é possibilidade, mas que o BB não tem pressa.Os próprios herdeiros de Antonio Ermírio de Morais, consideram o banco apto a abrir capital levando em conta os números de 2018, quando lucrou mais de R$ 1 bilhão, com aumento de 80% sobre 2017. Enquanto isso não ocorre, o banco, comprado pelo BB após a crise financeira mundial de 2008, como parte do socorro do governo Lula ao grupo, que envolveu a fusão da Votorantim Celulose à Aracruz, com apoio do BNDESPar, na criação da Fibria, comprada pela Suzano em 2018, vem fazendo parcerias com fintechs.