Serviços encolhem 0,1% em 2018

O volume do setor de serviços fechou 2018 com uma queda de 0,1%. Esse foi o quarto ano de retração do setor, que acumula perda de 11,1% desde 2014, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada ontem pelo IBGE. Na comparação de dezembro de 2018 com o mesmo período de 2017, a queda foi de 0,2%. Frente a novembro houve alta de 0,2%. O setor de serviços é o mais importante da economia, com peso de 73% na formação do Produto Interno Bruto (PIB).

A receita nominal do setor de serviços teve alta de 2,7% em 2018. Em dezembro, a receita nominal cresceu 0,8% frente a novembro e 3,1% contra com dezembro de 2017. A queda de 0,1% em 2018 foi puxada principalmente pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), que tiveram redução influenciados pela retração na receita nos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, soluções de pagamentos eletrônicos, serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada. O setor de serviços de informação e comunicação caiu 0,5%,devido à menor receita das empresas de telecomunicações.

Três setores subiram: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,2%), outros serviços (1,9%) e serviços prestados às famílias (0,2%). Apesar da greve dos caminhoneiros, os serviços de transportes foram impulsionados principalmente pelo avanço no volume de receitas de transporte rodoviário de carga, de gestão de portos e terminais, de transporte aéreo de passageiros e de operação de aeroportos.

Outros serviços tiveram contribuição: as atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias e administração de bolsas e mercados de balcão organizados. No último setor, a principal contribuição veio dos hotéis.

Com base nos resultados da indústria e do comércio, o Departamento Econômico do Bradesco projeta que o PIB do 4º trimestre de 2018 vai registrar crescimento de 0,1%.

Varejo cai nos EUA

Nos Estados Unidos as vendas do varejo despencaram 1,2% em dezembro, em meio às compras de Natal, a maior queda mensal desde setembro de 2009.

O impacto da paralisação parcial do governo federal a partir de 22 de dezembro, que deixou centenas de milhares de funcionários públicos sem salários e a queda dos preços da gasolina reduziram as vendas.

Compras de automóveis cresceram 1%, mas itens de lazer caíram 4,9%, seguidos de móveis (-1,3%), vestuário (-0,7%) e alimentos (-0,2%). As vendas on-line caíram 3,9%, a maior queda em 11 anos.