EUA e China têm 'muito trabalho a fazer' para fechar acordo, diz assessor de Trump

Estados Unidos e China ainda têm que resolver muitas coisas antes de chegar a um acordo comercial, considerou nesta segunda-feira o chefe do grupo de assessores econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, enquanto disse estar "cheio de esperança".

"Estou feliz que as negociações continuem, mas há muito trabalho a ser feito", disse ele à CNBC, quando falta menos de um mês para o prazo expirar.

"O presidente (Donald Trump) tem sido claro, pois espera que tenhamos um acordo antes do prazo e antes que as tarifas alfandegárias (sobre 200 bilhões de importações chinesas) sejam dobradas", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos e seu homólogo chinês receberam até 1º de março para chegar a um acordo comercial.

Kevin Hassett reconheceu a necessidade de esperar para ver como as negociações vão evoluir porque o negociador-chefe dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em breve viajarão à China para prosseguir as negociações após negociações realizadas em Washington na semana passada.

"Estamos verdadeiramente muito impacientes para melhorar nosso relacionamento com a China", acrescentou ele, observando que se trata de projetar relacionamentos "de longo prazo".

Ele também considerou que a guerra comercial até agora não afetou a economia americana.

Em relação ao impacto do fechamento do governo dos Estados Unidos ("shutdown") por mais de um mês, entre o final de dezembro e janeiro, que deixou mais de 800.000 funcionários públicos sem seus salários, o conselheiro de Trump indicou que o governo dos EUA espera os efeitos negativos sejam compensados "no próximo mês".

"Acho que os efeitos negativos de que estamos falando serão difíceis de ver nos números. Acho que o primeiro trimestre será bem acima de 2%", disse, lembrando que o governo Trump espera manter o crescimento acima de 3%.

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