Trump vê 'boas possibilidades' de acordos com Pyongyang e Pequim

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou otimista sobre as "boas possibilidades" de alcançar acordos em duas importantes questões diplomáticas: o desarmamento nuclear da Coreia do Norte e as relações comerciais com a China.

Trump assegurou durante uma entrevista transmitida neste domingo (3) pela emissora CBS que a localização e a data de seu segundo encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, já "foram estabelecidas".

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Os presidentes da Coreia do Norte Kim Jong-Un e dos Estados Unidos Donald Trump se encontram (Foto: AFP)

Os detalhes da reunião, atualmente programada para "o final de fevereiro", provavelmente no Vietnã ou na Tailândia, serão anunciados na terça-feira, no seu discurso anual sobre o Estado da União "ou antes", indicou.

A Inteligência dos Estados Unidos disse na terça-feira que é "improvável" que Pyongyang "renuncie a todas as suas armas nucleares e capacidades de produção", o objetivo de Washington.

"Também existem ótimas possibilidades de que cheguemos a um acordo", respondeu Trump.

O presidente declarou que Kim Jong-Un está "cansado" de enfrentar sanções econômicas. "Tem a chance de se tornar uma das grandes potências econômicas do mundo", mas "não pode fazer isso enquanto tiver armas nucleares", insistiu Trump.

"Gosto dele, nos damos muito bem, existe uma química incrível entre nós", disse o bilionário republicano, que desde a cúpula entre os dois em Singapura não se mostrou complacente com o líder norte-coreano, que, segundo grande parte da comunidade internacional, é responsável por um dos piores regimes do mundo em termos de violações dos direitos humanos.

Questionado sobre uma eventual retirada dos soldados mobilizados na Coreia do Sul durante o período de negociações, Trump se mostrou taxativo e afirmou "que nunca foi discutida a sua saída".

Contudo, reiterou que a presença de "40 mil soldados na Coreia do Sul" é "muito custosa".

Sobre a China e a guerra comercial declarada entre as duas principais potências econômicas do mundo, o presidente americano disse que ambos estão "no caminho para fechar um acordo com a China".

"Existem boas possibilidades de que cheguemos a um acordo", acrescentou, depois das negociações entre as duas partes realizadas esta semana em Washington, à medida que se aproxima o prazo de 1º de março para chegar a um consenso.