Petróleo sobe após sanções dos EUA contra PDVSA venezuelana

Os preços do petróleo subiam nesta terça-feira nas bolsas europeias depois que os Estados Unidos sancionaram a petroleira estatal PDVSA para enfraquecer o presidente Nicolás Maduro.

Por volta das 15H00 GMT, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em março era negociado a 61,33 dólares no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, ou US$ 1,40 a mais que no fechamento de segunda-feira.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" (WTI) para a mesma entrega subia 1,46 dólares, a 53,45 dólares, após a abertura.

A Casa Branca sancionou a PDVSA, justificando se tratar de um "veículo de corrupção".

Segundo o Tesouro americano, as sanções - que proíbem a PDVSA de comercializar com entidades americanas e que congelam seus ativos no exterior - , tem o objetivo de evitar "o desvio de recursos" por parte de Maduro.

"Os compradores americanos de petróleo bruto venezuelano terão que fazer negócios através de um terceiro", disse Olivier Jakob, analista da Petromatrix, acrescentando que isso provocará "uma interrupção do fluxo de petróleo para os Estados Unidos".

O petróleo de Venezuela, muito pesado, é usado nas refinarias do sul dos Estados Unidos, onde é misturado a um petróleo mais leve.