Dívida pode atingir 78,2% do PIB este ano

Reprodução
Credit...Reprodução

A dívida pública brasileira, que inclui endividamento interno e externo, fechou 2018 em R$ 3,877 trilhões, um novo recorde, informou a Secretaria do Tesouro Nacional do ministério da Economia ontem. O valor representou aumento de 8,9% em relação a 2017, quando a dívida era de R$ 3,559 trilhões. E a tendência é que o montante aumente ainda mais este ano, porque a meta estabelecida no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida é um valor entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões, chegando a 78,2% ou 80% do PIB..

Apesar do aumento, foi cumprido o PAF de 2018, que tinha como meta algo entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. O débito aumentou 1,32%. Só a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública no mercado interno, teve o estoque ampliado em 1,33% em dezembro, passando de R$ 3,729 trilhões para R$ 3,68 trilhões. O crescimento ocorreu por causa da apropriação positiva de juros (incorporação das taxas mês a mês), no valor de R$ 20,87 bilhões, e pela emissão líquida de R$ 28,21 bilhões, quando o Tesouro emitiu mais títulos do que resgatou.

A Dívida Externa cresceu 0,84%, chegando em dezembro a R$ 148,20 bilhões, sendo R$ 133,81 bilhões referentes à dívida mobiliária (em títulos no mercado internacional) e R$ 14,39 bilhões junto a bancos e organismos internacionais. Em dezembro, os maiores detentores da dívida pública eram os fundos de investimentos (26,91%), com R$ 1,003 trilhão, seguido pelos fundos de Previdência, com 24,96%, as instituições financeiras, com 22,74%, os investidores estrangeiros (11,22%).