Principais pontos do novo tratado de cooperação franco-alemão

O novo tratado franco-alemão assinado nesta terça-feira pela chanceler Angela Merkel e pelo presidente Emmanuel Macron visa direcionar o relacionamento bilateral a "um nível mais elevado".

Completa o texto assinado em 22 de janeiro de 1963 por Konrad Adenauer e Charles de Gaulle nos campos da defesa, diplomacia, economia e cooperação transfronteiriça.

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Merkel e Macron (Foto: PHILIPPE WOJAZER / POOL / AFP)

Os dois países, que travaram três guerras desde 1870, prometem "aprofundar sua cooperação em questões de política externa, defesa externa e interna". E isso apesar de suas divergências recorrentes sobre essas questões.

"Ajuda e assistência serão fornecidas por todos os meios disponíveis, incluindo a força armada, em caso de agressão contra o seu território".

Embora esta posição de solidariedade já faça parte da Otan, o objetivo é "reforçar ainda mais a cooperação entre as suas forças armadas" e "realizar mobilizações conjuntas".

França e Alemanha estabelecem "o conselho franco-alemão de defesa e segurança como órgão político de condução desses compromissos recíprocos".

O tratado não prevê em nenhum caso que a França "compartilhe" com seu vizinho seu assento como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao contrário do que afirma a líder francesa da extrema direita Marine Le Pen, entre outros.

O texto limita-se a garantir, no artigo 8º, que a entrada da Alemanha "como membro permanente" é "uma prioridade da diplomacia franco-alemã".

Os dois países também se comprometem a "coordenar" suas colocações na ONU e facilitar "posições unificadas" da União Europeia nesta instância global.

 

 

Nessa questão, também circulavam acusações de cessão de soberania.

Na verdade, o tratado prevê "laços mais estreitos entre cidadãos e empresas de ambos os lados da fronteira", através de "procedimentos acelerados" para avançar projetos.

Está previsto um "comitê de cooperação transfronteiriça", cujo objetivo é alcançar o "bilinguismo" nos territórios transfronteiriços, mas sem alterar as "línguas administrativas".

Os dois Estados vão criar um "conselho franco-alemão de especialistas em economia", composto por dez membros independentes, encarregados de apresentar "recomendações sobre a ação econômica" dos dois países.

Paris e Berlim prometem "projetos conjuntos" em energia renovável e "eficiência energética".

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