Canadá responde ameaças chinesas de 'repercussão' se proibir rede 5G da Huawei

O governo do Canadá respondeu nesta sexta-feira as ameaças de "repercussão" de Pequim se decidir proibir a gigante de telecomunicações chinesa Huawei de usar a tecnologia 5G.

"Nós deixamos bem claro que não comprometeremos a segurança nacional, faremos as análises apropriadas e tomaremos a decisão que, em última instância, consideramos a melhor para os interesses do Canadá", disse o ministro da Segurança Pública, Ralph Goodale.

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Empresa chinesa Huawei. (Foto: Mandel Ngan | AFP)

Ottawa e Pequim estão envolvidas em uma disputa diplomática desde o início de dezembro, com a prisão no Canadá da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos EUA.

Goodale também disse que o governo de Justin Trudeau "não será dissuadido" pelas ameaças da China ligadas à proibição do uso de 5G.

Na quinta-feira, o embaixador chinês em Ottawa, Lu Shaye, havia alertado para possíveis "repercussões" caso o Canadá tomasse essa decisão.

O ministro canadense disse que seu país continua a avaliar a tecnologia 5G. "Estamos analisando as questões de segurança, bem como as técnicas, com muito cuidado", explicou.

Ele também observou que a China fez as mesmas ameaças na Austrália, por exemplo, antes de o país se unir à Nova Zelândia e aos Estados Unidos na proibição de equipamentos da Huawei por supostas ligações com os serviços secretos chineses.

 

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