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Economia

Ibovespa opera em alta, mas desempenho é limitado pelo exterior

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A Bolsa brasileira tenta se firmar em alta, destoando da queda firme das bolsas europeias e dos índices futuros em Nova York, em meio ao debate sobre o esfriamento econômico mundial. O suporte vem do ganho de cerca de 1,50% das ações Vale ON.

Contudo, o recuo dos papéis da Petrobras, em razão da queda do petróleo no exterior, pressiona o índice, além do temor de que o governo dos Estados Unidos pare de funcionar amanhã.

Às 11 horas, o Ibovespa subia 0,26%, aos 85.488,15 pontos. No mesmo horário, os futuros do Dow Jones e S&P 500 caíam 0,39% e 0,48%, respectivamente.

O temor de que o governo dos EUA sofra uma paralisação parcial - o chamado "shutdown" -, em meio a um impasse no Congresso americano sobre recursos que o presidente Donald Trump exige para a construção de um muro na fronteira com o México, se soma ao quadro de incerteza em relação ao crescimento mundial, em especial dos EUA. Com isso, há fuga de ativos considerados de maior risco, como as bolsas.

"Está meio complicado para a Bolsa brasileira. O externo não está ajudando, como indicam as bolsas lá fora", diz o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

Da influência da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que deve subir o juro nos EUA duas vezes em 2019, Campos Neto afirma que muitos esperavam indicação de taxa estável no ano que vem. "Esse fator Fed também não ajuda. O investidor não deve ficar propenso a grandes posições principalmente em bolsa, principalmente lá fora", afirma.

O investidor local ainda acompanha o desenrolar da novela que envolve o motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ele tem depoimento marcado para esta sexta, às 14 horas, no Ministério Público do Rio. Segundo o Coaf, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em suas contas, e depositou R$ 24 mil na conta bancária da futura primeira-dama Michele Bolsonaro.