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Economia

Setor externo tem déficit de US$ 795 milhões em novembro, diz BC

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Após o superávit de US$ 329 milhões em outubro, o resultado das transações correntes ficou negativo em novembro deste ano, em US$ 795 milhões, informou nesta sexta-feira, 21, o Banco Central. A instituição projetava para o mês passado déficit de US$ 1,7 bilhão na conta corrente.

 

O número do mês passado ficou dentro do levantamento realizado pelo Projeções Broadcast, que tinha intervalo de déficit de US$ 3 bilhões a déficit de US$ 500 milhões (mediana negativa de US$ 1,680 bilhão). O déficit do mês passado representa o melhor resultado para novembro desde 2016 (déficit de US$ 210 milhões).

 

A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 3,576 bilhões em novembro, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,711 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 1,901 bilhão. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em US$ 25 milhões.

No acumulado do ano até novembro, o rombo nas contas externas soma US$ 12,114 bilhões. A estimativa do BC, atualizada em no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) desta semana, é de déficit em conta corrente de US$ 17,6 bilhões em 2018 e de US$ 35,6 bilhões em 2019.

Já nos 12 meses até novembro deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 14,020 bilhões, o que representa 0,74% do Produto Interno Bruto (PIB). Este porcentual de déficit ante o PIB é o menor desde junho (0,69%).

Lucros e dividendos

A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 1,023 bilhão em novembro, informou o Banco Central. A saída líquida representa um volume maior que os US$ 1,155 bilhão que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos.

 

No acumulado do ano, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 15,465 bilhões. A expectativa do BC é que a remessa de lucros e dividendos deste ano some US$ 17,1 bilhões. Para 2019, a estimativa é de US$ 20,5 bilhões.

 

O BC informou também que as despesas com juros externos somaram US$ 894 milhões em novembro, ante US$ 1,281 bilhão em igual mês do ano passado.

 

No acumulado do ano, essas despesas alcançaram US$ 15,987 bilhões. Para este ano, o BC projeta pagamento de juros no valor de US$ 19,7 bilhões e, para 2019, de US$ 17,7 bilhões.

Viagens internacionais

O déficit na conta de viagens internacionais caiu 17% no mês de novembro na comparação com igual período do ano passado, informou o Banco Central. No mês passado, quando o dólar ficou quase 4% mais caro ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de um saldo negativo de US$ 921 milhões. Em igual mês de 2017, o déficit havia somado US$ 1,110 bilhão.

 

O desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,385 bilhão em novembro - em queda de 13,2% na comparação com 2017. Já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em US$ 464 milhões no mês passado - recuo de 4,3%.

 

No ano até novembro, o saldo líquido dessa conta ficou negativo em US$ 11,431 bilhões. O valor é 5,3% menor que o saldo observado em igual período do ano, quando o BC anunciou US$ 12,070 bilhões.

Para 2018, o BC estima um déficit de US$ 13,0 bilhões para esta rubrica, ante os US$ 13,192 bilhões de déficit registrados em 2017. No caso de 2019, a projeção é de déficit em viagens de US$ 17,0 bilhões.