Mensagem do Copom ainda ecoa; juros fecham em baixa, apesar da alta do dólar

Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, com algumas das principais taxas nas mínimas do dia. O principal vetor para o recuo ainda foi a sinalização do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira de que a Selic deve permanecer estável por muitos meses. Esse efeito se sobrepõe ao clima de cautela que prevalece no exterior e também ao avanço do dólar novamente a R$ 3,90.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,590% (mínima), de 6,621% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,582% para 7,50% (mínima). A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 8,81%, de 8,912%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 9,45%, de 9,522%.

"O mercado esteve vendendo ainda por conta do comunicado, com dados de inflação dando subsídio à leitura de que juro deve subir só em 2020", disse Vitor Carvalho, sócio-gestor da LAIC-HFM.

As taxas começaram o dia em alta, alinhadas à pressão do câmbio e ao impacto negativo dos dados da China e zona do euro sobre os ativos globais. No entanto, ainda pela manhã passaram a cair, com o investidor resgatando a mensagem do comunicado do Banco Central, sobre os níveis confortáveis da inflação subjacente e elevação do "risco do nível de ociosidade elevado produzir trajetória prospectiva da inflação abaixo do esperado".

A agenda do dia, novamente, corroborou este cenário, com a forte deflação de 1,23% do IGP-10 de dezembro e alta de apenas 0,1% nos serviços prestados em outubro ante setembro, de acordo com o IBGE.

O comportamento dos juros destoa dos demais segmentos domésticos. O dólar à vista avançava 0,56%, aos R$ 3,9059, às 16h24, em linha com a tendência no exterior.

A Bolsa também acompanhava o desempenho ruim dos índices em Nova York, com queda de 0,39%, aos 87.486,44 pontos.

Nesse horário, o Dow Jones caía 1,73% e o S&P 500, -1,46%. Nasdaq tinha perda de 1,48%.