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Economia

Alívio externo contagia Ibovespa, que retoma os 87 mil pontos

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O Ibovespa abriu em alta nesta terça-feira, 11, após uma série de três quedas consecutivas. O ambiente mais favorável lá fora deve permitir a volta do investidor para a Bolsa brasileira, que, na segunda-feira, fechou com queda de 2,5%, aos 85.914,71 pontos, na mínima do dia. Às 10h16, o Ibovespa tinha elevação de 1,32%, aos 87.044,91 pontos.

A esperança da trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China é o que ampara o quadro mais tranquilo no exterior, estimulando o apetite por ativos de maior risco. Essa expectativa decorre da informação de que autoridades norte-americanas iniciaram nova rodada de discussões comerciais com membros de Pequim.

"Um dia é de desespero, e outro, de recuperação", diz Álvaro Frasson, analista da corretora Spinelli. Tanto as bolsas europeias quanto os índices futuros em Nova York registram ganhos nesta manhã.

As ações relacionadas a commodities ganham impulso, depois do forte recuo na véspera. Tanto os papéis da Petrobras, quanto da Vale e de siderúrgicas avançam. No exterior, os contratos futuros do petróleo sobem, favorecidos pela fraqueza do dólar. Aqui no Brasil, a moeda norte-americana caía 0,65, a R$ 3,8963, às 10h18.

Os investidores do mercado de petróleo aguardam a divulgação, nesta terça-feira, de dados do American Petroleum Institute (API) sobre estoques norte-americanos, que devem nortear as cotações.

Mesmo com essa suspensão temporária na crise comercial entre as duas potências, Frasson ressalta que não necessariamente poderá haver recuperação considerável das ações relacionadas a matérias-primas. "As commodities têm sofrido bastante. Pode ter algum alívio, mas pode ser marginal", estima.

A despeito do noticiário doméstico continuar desfavorável, por enquanto não tem afetado integralmente o Ibovespa. Conforme o analista da Spinelli, o mercado segue à espera do novo governo, para saber se haverá andamento ou não da reforma da Previdência. "Quando lá fora estressa, aqui sofre demais. Nos últimos dias, não houve notícia, nem indicadores que pudessem mexer com os negócios. Então, reage ao que acontece no exterior", afirma.