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Economia

Juros recuam em sintonia com dólar

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Os juros futuros mostram um viés de baixa na manhã desta quarta-feira, 5, em sintonia com a queda do dólar ante o real e no exterior. Na terça-feira, 4, as taxas fecharam em alta, refletindo dúvidas em relação à reforma da Previdência e seguindo a aversão a risco externa. A liquidez é fraca com o fechamento dos mercados em Nova York por causa do feriado nos Estados Unidos .

No radar dos investidores está a declaração do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que reforçou na terça que não tem pressa para passar a reforma da Previdência, dizendo que o novo governo terá quatro anos para fazer a reforma, que pode ser encaminhada ao Congresso Nacional de forma "fatiada", com possibilidade de aproveitar trechos da proposta já em tramitação e preservando a diferença nas idades mínimas de aposentadoria para homens e mulheres.

Esse gradualismo, já sinalizado um dia antes pelo coordenador da transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, preocupa os investidores, que enxergam essa mudança na Previdência como prioridade no novo governo.

Onyx, aliás, disse ser "uma benção" a abertura de uma investigação, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar denúncias de pagamentos de caixa dois da JBS a ele, nas campanhas de 2012 e 2014. Bolsonaro minimizou a informação na terça, mas, coincidência ou não, o futuro governo estuda mudar o modelo da Casa Civil, que contará com núcleo político composto por Carlos Manato (PSL-ES), candidato derrotado ao governo do Espírito Santo, e pelos deputados não reeleitos Leonardo Quintão (MDB-MG) e Danilo Forte (PSDB-CE).

A ideia do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é que Quintão ajude na articulação com o Senado e Manato com a Câmara. Forte cuidará das relações com o Nordeste.

Na manhã desta quarta, Bolsonaro cumpre agenda em Brasília e à tarde tem reunião com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e a bancada do PSDB (16h30).

Mais cedo, foi divulgado que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) caiu 0,25% em novembro, após a alta de 0,53% registrada em outubro.

Às 10h04, o DI para janeiro de 2020 cedia a 6,96%, ante 6,99% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021, mais negociado, declinava a 7,98%, ante 8,01% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 indicava 9,18%, ante 9,21 no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista recuava 0,44%, a R$ 3,8379. O dólar futuro de janeiro de 2019 caía 0,35%, a R$ 3,8415.