Jornal do Brasil

Economia

Taxas futuras de juros sobem com pano de fundo de cautela local

Jornal do Brasil

Os juros futuros exibem alta na manhã desta terça-feira, 4, após uma abertura na estabilidade. Além de uma redução da queda do dólar ante o real mais cedo, os agentes de renda fixa estão atentos à possibilidade de votação da cessão onerosa da Petrobras no Senado hoje. No radar está ainda o adiamento pelo Congresso e futuro governo da pauta considerada vital para o ajuste fiscal, a votação da reforma da Previdência.

"Não se sabe quando será feita, se será feita e muito menos qual a proposta de reforma que será apresentada. As indefinições nutrem um pano de fundo de cautela", disse um operador de uma corretora, que preferiu manter o anonimato.

O ministro extraordinário da transição de governo e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, indicou na segunda-feira, 3, que a reforma da Previdência pode levar um pouco mais de tempo até ser enviada ao Congresso Nacional. Ele reconheceu que Bolsonaro ainda não definiu quais assuntos prioritários serão endereçados primeiro quando o novo Congresso assumir em 1º de fevereiro de 2019.

Já o senador eleito e deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou na segunda que o envio do projeto da reforma ao Congresso não será o primeiro ato da gestão, em entrevista ao canal GloboNews.

Lorenzoni admitiu ainda que se não for possível votar o texto da cessão onerosa até a próxima semana, a pauta ficará para o ano que vem. O ministro extraordinário também afirmou que o projeto de lei para dar autonomia ao Banco Central ficará para o começo da próxima legislatura.

Sem impacto nos negócios, a produção industrial brasileira subiu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal. O resultado, divulgado mais cedo pelo IBGE, coincidiu com o piso do intervalo das estimativas do mercado financeiro coletadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,20% a 2,10%, com mediana de 1,15%.

Em relação a outubro de 2017, a produção subiu 1,1%. Esse resultado ficou abaixo do intervalo das previsões, que variavam de avanço de 1,20% a 5,0%, com mediana de 2,15%. No acumulado do ano, a indústria teve alta de 1,8% até outubro. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 2,3%.

Às 9h23 desta terça, o DI para janeiro de 2021 estava a 7,95%, na máxima, de 7,93% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2023 subia a 9,11%, de 9,07% no ajuste de ontem. No câmbio, o dólar à vista caía 0,34%, a R$ 3,8271. O dólar futuro de janeiro de 2019 recuava 0,38%, a R$ 3,8295.