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Economia

Após nova máxima histórica, Ibovespa abre pregão com leve ajuste

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Após galgar um novo topo histórico no fechamento do pregão de quinta-feira (89.709,56 pontos), o Ibovespa deu um respiro na abertura desta sexta-feira, 30, e mostrou queda comedida. O indicador marcou algumas mínimas, em um início de sessão de ajustes pelos ganhos de quinta e certo sentimento de cautela dos investidores sobre os desdobramentos das negociações em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Às 10h38, o Ibovespa recuava 0,33%, aos 89.412,88 pontos. Nesse horário, ações da Petrobras PN já passavam a operar no positivo.

Muito embora uma questão importante relacionada ao menor ritmo da política monetária nos Estados Unidos tenha empolgado os mercados nos últimos dois dias, o clima segue de cautela.

Os investidores estão atentos às novidades que possam vir da reunião do G-20, mais precisamente, ao encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

A expectativa é a de que, durante jantar no sábado, os dois tentem dirimir suas divergências comerciais - que este ano levaram EUA e China a impor tarifas de bilhões de dólares em produtos um do outro. Nos últimos dias, Trump emitiu sinais ambíguos e fontes disseram à Dow Jones que uma proposta de acordo estava a caminho.

Outras influências negativas nesta manhã são a queda das commodities, como dos contratos futuros de petróleo, em baixa acima de 1% há instantes, e do minério de ferro que caiu 0,84% no porto de Qingao, na China.

Pode animar os investidores com perspectiva futura o avanço da economia brasileira. Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano. O resultado veio igual à mediana (0,80%) das estimativas dos analistas de 30 instituições consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam de uma alta de 0,40% a um avanço de 1,1%.

Também, mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Informou que o Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 3,8 pontos em novembro ante outubro, atingindo 95,0 pontos - o maior patamar desde abril de 2014.