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Economia

Petróleo e NY em baixa pressionam Ibovespa, mas BB e Eletrobras amenizam queda

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O Ibovespa abriu em baixa moderada na manhã desta sexta-feira, 23, de liquidez reduzida -ainda refletindo o feriado de quinta-feira nos Estados Unidos que manteve os mercados acionários fechados por lá. O movimento, que faz o índice renovar mínimas e operar abaixo dos 87 mil pontos, é puxado pela forte baixa do petróleo e pelo indicativo também de queda nos índices futuros das bolsas em Nova York.

Amenizam o movimento de recuo do índice à vista a força de algumas ações específicas como, por exemplo, as do Banco do Brasil ON (+2,45%), para onde foi confirmado Rubem Novaes como presidente no futuro governo Jair Bolsonaro.

Também têm ganhos os papéis da Eletrobras de 4,24% (PNB) e de 5,79% (ON) diante da perspectiva da permanência de Wilson Ferreira na presidência da elétrica. Na quinta, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou Ferreira a Bolsonaro, que ainda não bateu o martelo.

Às 10h56, o Ibovespa tinha queda de 0,68%, aos 86.885,82 pontos. No horário acima, em Nova York, os índices futuros de Dow Jones, S&P500 e Nasdaq recuavam 0,32%, 0,37% e 0,38%, respectivamente.

Ainda no campo das commodities, o minério de ferro no porto de Qingdao na China recuou (-2,84%) por mais um dia consecutivo em sinal de correção das altas recentes e deve influenciar o desempenho de papéis de mineradoras tanto aqui como no exterior.

Do ponto de vista doméstico, uma notícia é promissora. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 atingiu 0,19% em novembro depois de marcar 0,58% em outubro. É o mais baixo para o mês desde 2003, quando teve alta de 0,17%. Em 12 meses, acumulou alta de 4,39%, voltando a um patamar inferior ao centro da meta de inflação.