EUA acusa Irã de vender petróleo a Damasco para financiar Hezbollah e Hamas

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (20) sanções contra nove funcionários de alto escalão e entidades iranianos, russos e sírios por sua participação em uma "complexa" rede que permitiu a Teerã vender petróleo a Damasco para financiar o Hamas e o Hezbollah.

Ambos os grupos são considerados "terroristas" por Washington.

"O regime iraniano, em cooperação com empresas russas, entrega milhões de barris de petróleo ao governo sírio", informa um comunicado do Tesouro americano ao anunciar estas novas sanções.

"O regime sírio, em troca, facilita a movimentação de centenas de milhões de dólares para os Guardiões da Revolução Islâmica transferirem ao Hamas e ao Hezbollah", acrescentou.

O Tesouro proíbe qualquer transação com o sírio Mohammed Amer Alchwiki e sua empresa Global Vision Group, baseada na Rússia, por ter recebido ilegalmente entregas do Banco Central iraniano através de uma empresa deste país, a Tabir Kish Medical and Pharmaceutical. A sociedade iraniana serve de cobertura para a violação das sanções contra Teerã, segundo a pasta.

O Global Vision Group trabalha com a empresa pública russa Promsyrioimport, filial do Ministério da Energia, para facilitar o envio de petróleo iraniano para a Síria, a bordo de navios petroleiros que "em muitos casos estão segurados por companhias europeias", afirma o Tesouro.

Para "ajudar o regime sírio a pagar a Rússia por este petróleo", o Banco Central iraniano envia dinheiro ao banco russo Mir Business Bank através da Tabir Kish Medical and Pharmaceutical, acrescenta o Tesouro, que incluiu dois executivos do Banco Central iraniano a sua lista negra,bem como um funcionário da Promsyrioimport.

Estas medidas são "uma mensagem clara: há graves consequências para qualquer um que envie petróleo para a Síria ou tente violar as sanções americanas contra as atividades terroristas da república islâmica", tuitou o secretário de Estado Mike Pompeo.

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