Conselho administrativo da Renault se reunirá o quanto antes

O conselho de administração da Renault "se reunirá o mais rápido possível" - informou a montadora nesta segunda-feira (19), após a prisão de seu presidente Carlos Ghosn no Japão, acusado pela Justiça deste país de peculato.

Ao afirmar que eles estão "cientes" das informações divulgadas pela Nissan - parceiro japonês do grupo, que vai se pronunciar na quinta-feira sobre a demissão de Ghosn -, o conselho de administração da Renault também disse que está "aguardando informações específicas" por parte do executivo, de acordo com um comunicado.

A confederação sindical CFE-CGC do grupo Renault se disse "preocupada" com o futuro da montadora após a prisão de Ghosn e pediu para a direção geral da empresa "certificar-se de que não haja quebra na cadeia de gestão".

O CFE-CGC "solicita oficialmente que sejam tomadas todas as medidas dentro do grupo para preservar os interesses do grupo Renault e da aliança" Renault-Nissan-Mitsubishi, disse à AFP Bruno Azière, delegado desta sindicato.

Embora enfatizando que "a onipresença de Ghosn na aliança era um fato bastante benéfico até hoje", Azière disse que antes dessa prisão, seu sindicato "já estava fazendo questões sobre a solução que Ghosn colocaria em prática para uma aliança que continua além de si mesmo".

A polícia japonesa prendeu Ghosn, suspeito de não ter declaro às autoridades fiscais do país o montante integral de sua renda como presidente da Nissan.

O conselho diretor da Nissan informou nesta segunda-feira que vai destituí-lo após uma investigação de meses iniciada por um informante que descobriu "atos significativos de má conduta".

 

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