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Economia

FMI reduz previsão do PIB do México e sugere continuar reformas

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu levemente suas estimativas de crescimento da economia do México neste ano e em 2019, e fez recomendações para estimular a atividade e reduzir a pobreza, em um relatório divulgado nesta quinta-feira (8).

O FMI reduziu a 2,1% sua estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, contra 2,2% projetados no mês passado, enquanto para 2019 estabeleceu seu prognóstico em 2,3%, ante 2,5% anterior, segundo a Consulta do Artigo IV, realizado pelo diretório deste organismo internacional.

"Espera-se que o crescimento se acelere modestamente no curto prazo (...). O consumo privado continua sendo o principal motor da atividade, apoiado pelas exportações industrializadas", destaca o documento.

O investimento privado mostrou algum fortalecimento nos últimos trimestres, mas continua sendo restringido "pela incerteza" de um contexto internacional complexo.

O Fundo ressaltou que a posição externa do México continua forte e recebeu bem a conclusão de um novo acordo comercial com os Estados Unidos e o Canadá, embora um ambiente global "desafiador" destaque a necessidade de continuar com uma gestão econômica sólida e perseverar "com a agenda de reformas estruturais para impulsionar o crescimento".

O próximo governo do México, que assume em 1º de dezembro, liderado pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador, propôs a revisão de algumas dessas reformas como a que abriu o setor energético mexicano, sob controle estatal, ao investimento privado.

Especificamente, ele propôs a revisão de todos os contratos de petróleo concedidos a empresas privadas desde a abertura do setor de energia em 2014, bem como a construção de uma nova refinaria.

A diretoria do FMI enfatizou que o fortalecimento da situação financeira da gigante petrolífera estatal Pemex é "um requisito para contemplar novos investimentos em refino".

A agência observou que as autoridades mexicanas mantiveram sua trajetória de consolidação fiscal, com índices de dívida pública em baixa, bem como de ajuste da política monetária.

O Fundo destacou que as reservas internacionais do país, que em 1 de novembro somam 173,633 bilhões de dólares, continuam em níveis adequados, complementadas pela linha de crédito flexível que o país mantém aberta com o FMI.

Nesse sentido, ele alertou que a forte presença de investidores estrangeiros deixa o México "exposto a um risco maior em termos de reversão de fluxos de capital e de aumento do prêmio de risco".

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