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Taxas de juros têm viés de alta com fortalecimento do dólar e agenda da semana

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Os juros futuros mostram viés de alta na manhã desta segunda-feira, 5, em meio ao fortalecimento do dólar ante o real e outras moedas emergentes no exterior. Investidores de renda fixa estão na expectativas pela ata do Copom, na terça-feira, 6, e o IPCA de outubro, na quarta-feira (7).

A transição de governo segue no foco do mercado assim como a eleição americana de meio de mandato, que ocorre nesta terça, e a decisão de política monetária do Federal Reserve, na quinta-feira, dia 8. Segundo o UniCredit, o dólar tende a subir se o Partido Republicano mantiver o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. Já se os democratas ganharem na Câmara, como indicam pesquisas de opinião, o dólar poderá se enfraquecer, prevê o banco italiano.

No Brasil, poderá ser votado o projeto de lei da cessão onerosa no Senado e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, se reúne na quarta-feira com o presidente Michel Temer para tratar da transição. Um dos assuntos a serem discutidos é a reforma da Previdência.

Neste domingo, 4, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que "seu sentimento de dentro do Congresso" é de que não será possível votar a reforma da Previdência ainda em 2018. "Se perdêssemos, seria tratado como a primeira derrota de Jair Bolsonaro, antes de ser empossado", avaliou.

Às 9h47 desta segunda-feira, o contrato de depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 indicava 8,14%, de 8,12% no ajuste de quinta-feira, dia 1º. O DI para janeiro de 2023 subia a 9,26%, de 9,21% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista registrava máxima, a R$ 3,7120 (+0,38%) O dólar futuro de dezembro teve máxima a R$ 3,7190 (+0,38%).

Mais cedo, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,48% em outubro, ante alta de 0,39% em setembro, ficando dentro das estimativas de dez instituições colhidas pelo Projeções Broadcast, que iam de aumento de 0,46% a 0,58%, mas abaixo da mediana, de 0,51%. Nos primeiros dez meses de 2018, o IPC-Fipe acumulou inflação de 2,76%. No período de 12 meses até outubro, o índice apresentou ganho de 3,63%

Já a pesquisa Focus trouxe nova revisão para baixo para o IPCA 2018, de 4,43% para 4,40%. As projeções do mercado para o IPCA de 2019, no entanto, seguem em 4,22%. As projeções para Selic foram mantidas em 6,50% para este ano e em 8,00% para 2019. As estimativas para câmbio em 2018 caíram de R$ 3,71 para R$ 3,70. As projeções para PIB em 2018 permaneceram em 1,36% e em 2,50% em 2019.

 



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