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Economia

Com balanços no radar, Ibovespa opera em leve alta

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A Bolsa brasileira abriu em alta nesta quarta-feira, 24, seguindo seu principal par nos Estados Unidos, o Dow Jones, que operava em alta sob influência de dados de balanços positivos. No entanto, pairam no ar preocupações em relação às tensões geopolíticas e à capacidade de crescimento global. O Ibovespa futuro ainda se mantinha em leve baixa.

No pregão desta quarta-feira, a safra de balanços, tanto aqui, quanto no exterior, deve mexer com o apetite dos investidores. Mais cedo, por exemplo, os índices futuros das bolsas de Nova York melhoraram o desempenho após a divulgação do balanço da Boeing com resultados melhores do que o previsto pelo mercado no terceiro trimestre além de melhorar suas projeções para todo o ano. O peso da ação da companhia foi suficiente para levar ao território positivo o índice Dow Jones.

Por outro lado, a alta das principais commodities no mercado internacional têm peso significativo. Os contratos futuros de petróleo operavam em alta de 0,52% (Brent) e de 1,01% (WTI). Na China, o minério de ferro no porto de Qingdao subiu 0,57%.

Às 9h37, o Dow Jones subia 0,13%. Já os outros índices recuavam, como o Nasdaq (-0,20%) o S&P 500 (-0,24%). Por aqui, no mesmo horário acima, o Ibovespa futuro recuava 0,29%, aos 86.040 pontos.

No Brasil destaque para os balanços das exportadoras Vale que, ajudada pela alta do minério de ferro e do dólar deverá apresentar resultado financeiro robusto no terceiro trimestre de 2018.

Além da mineradora, Fibria já divulgou que teve lucro líquido de R$ 1,130 bilhão na terceira parte do ano. No trimestre imediatamente anterior, a companhia reportou prejuízo de R$ 210 milhões.

Já a Weg, fabricante de motores e tintas e vernizes, encerrou o terceiro trimestre com alta de 22,2% no lucro líquido, para R$ 381,430 milhões, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Influência no humor dos agentes pode vir também do plano político, onde resultado da pesquisa Ibope, divulgada na terça, trouxe o aumento da rejeição ao candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo avaliação dos analistas da LCA Consultores pode causar algum desconforto, assim como a oscilação para baixo do porcentual de intenção de votos. Pelo levantamento, Bolsonaro passou de 59% para 57% enquanto o petista Fernando Haddad oscilou de 41% para 43% (votos válidos).

 



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