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Taxas futuras de juros se fortalecem com desaceleração da queda do dólar

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Os juros futuros se fortaleceram na manhã desta sexta-feira, 19, em meio à desaceleração da queda do dólar ante o real. O ajuste da moeda americana acompanha um movimento semelhante visto no exterior frente outras moedas emergentes e ligadas a commodities.

 

"O dólar abriu em queda acompanhando o exterior, mas quando ficou abaixo de R$ 3,70 (mínima em R$ 3,6878, -1,07%) atraiu compradores, bancos e tesouraria de bancos, o que apoia a recuperação. Há ainda ajuda do exterior, com o dólar recuperando um pouco de valor frente as principais divisas commodities", observa Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

Da cena eleitoral, a maior expectativa é quanto a nomes no primeiro escalão e prioridades da agenda econômica do futuro governo. Segundo dois profissionais do mercado de juros, a pesquisa Datafolha apenas confirmou o quadro sobre intenções de voto já consolidado e foi considerada "mais do mesmo". A sondagem divulgada na noite de quinta-feira, 18, mostrou vantagem de 18 pontos para Jair Bolsonaro (PSL) em relação a Fernando Haddad (PT) - 59% das intenções de votos válidos contra 41%.

Às 9h56, o DI para janeiro de 2021 estava em 8,51%, igual ao ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2023 estava em 9,64%, de 9,63% no ajuste de ontem. E o DI para janeiro de 2025 exibia 10,19%, ante 10,15% no ajuste da véspera. No câmbio, o dólar à vista recuava 0,53% neste horário, a R$ 3,7091. O dólar futuro de novembro cedia 0,36%, a R$ 3,7115.

Mais cedo, a FGV informou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,97% na segunda prévia de outubro, após ter aumentado 1,34% na segunda prévia de setembro. Com o resultado, o índice acumula alta de 9,34% no ano e avanço de 10,88% em 12 meses.

 



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