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Economia

Dólar cai antes de Ibope, após superávit comercial chinês e varejo nos EUA

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O mercado de câmbio opera o dólar em baixa ante o real na manhã desta segunda-feira, 15, pós feriado local na sexta-feira (12). Os ajustes estão em linha com o recuo da moeda americana no exterior, após um superávit comercial da China bem acima do esperado, inclusive um recorde em relação aos Estados Unidos, podendo piorar o embate comercial entre EUA e o gigante asiático.

O movimento de baixa dos fundos de índices (ETFs) brasileiros na Europa visto nos últimos dias também se mantém nesta manhã. Além disso, as vendas no varejo nos EUA avançaram 0,1% em setembro ante agosto, abaixo da previsão (+0,7%), ajudando no enfraquecimento da divisa americana.

Os investidores estão à espera de pesquisa Ibope/Estadão/Folha, que será divulgada nesta segunda-feira após o fechamento dos negócios. O cenário eleitoral segue no foco. Uma nova pesquisa Datafolha deve ser divulgada na Quarta-feira (17) e a equipe médica do candidato Jair Bolsonaro deve dar um novo parecer sobre a saúde dele - e se o capitão reformado poderá participar de debates até quinta-feira, dia 18.

O Banco Central faz leilão de até 7.700 contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos de novembro (11h30) e serão conhecidos dados semanais da balança comercial à tarde (15 horas).

No exterior, há expectativas de que o governo italiano apresente seu orçamento preliminar de 2019 à Comissão Europeia em reunião nesta segunda às 12h. Além disso, a primeira-ministra britânica, Theresa May, pode fazer ainda hoje um pronunciamento ao Parlamento sobre o Brexit, que não estava previsto na agenda desta Segunda-feira.

Na quarta-feira, será divulgada a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). Na sexta-feira passada, a ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen, disse que "o Fed certamente não está louco no que está fazendo", em resposta à crítica do presidente Donald Trump à autoridade monetária. Trump disse que o Fed "ficou louco" com os aumentos dos juros.

O presidente da distrital de Chicago do Fed afirmou que "depois de muitos anos de uma postura acomodatícia, é hora de ajustar a política pelo menos ao nível neutro e ver como a economia se comporta". Segundo ele, a taxa considerada neutra está entre 2,75% e 3,0%. Atualmente, o juro dos Fed Funds estão na faixa de 2,00% a 2,25% ao ano.

Na China, o superávit comercial total cresceu de U$ 27,91 bilhões em agosto a US$ 31,69 bilhões em setembro, de acordo com os dados oficiais do país. O resultado superou a previsão de US$ 18 bilhões dos analistas ouvidos pelo "Wall Street Journal".

O superávit do país com os EUA cresceu a US$ 34,1 bilhões em setembro, de US$ 31,1 bilhões em agosto, segundo cálculos do "Wall Street Journal" a partir dos números oficiais.

O resultado representa um novo recorde. Desde o início de julho o governo do presidente Donald Trump impôs tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses, enquanto Pequim retaliou com tarifas sobre US$ 110 bilhões em produtos dos EUA. Trump também ameaça impor mais tarifas sobre outros US$ 257 bilhões em produtos chineses, o que atingiria praticamente todos os produtos chineses que vão para os EUA.

Às 9h30 desta segunda, o dólar à vista caía 0,64%, a R$ 3,7521. O dólar futuro de novembro recuava 0,87%, a R$ 3,7570.

 



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