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Venezuela: EUA impulsionou 'agressão financeira' contra Maduro em reunião do FMI

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A Venezuela denunciou que os Estados Unidos impulsionaram um encontro de vários países à margem da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Bali para aumentar a "agressão financeira" contra o governo de Nicolás Maduro.

"A Venezuela condena a realização de uma insólita reunião (...) da qual participaram os ministros das Finanças de Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Guiana, Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai e Reino Unido, convocados pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, a fim de aumentar a agressão financeira contra o povo venezuelano", assinala um comunicado do Ministério de Comunicação divulgado no sábado.

Segundo o governo socialista, esse encontro demonstra a "obsessão desmedida e desumana" de Washington contra a Venezuela, "sem reparar no dano que causa à maior parte da população venezuelana por meio do criminoso bloqueio financeiro".

"A elite governante dos Estados Unidos e seu pequeno grupo de países-satélite ficarão isolados em seu empenho de destruir a economia venezuelana", acrescenta o comunicado.

A Venezuela atravessa uma aguda crise econômica, com uma severa escassez de alimentos e remédios, e uma hiperinflação que, segundo o FMI, poderia fechar este ano em 1.350.000% e o próximo em 10.000.000%.

A economia do país petroleiro contraiu 14% no ano passado e espera-se que retraia 18% este ano.

Contudo, o governo de Maduro assegura que a crise se deve a uma "guerra econômica" impulsionada pelos Estados Unidos e pela oposição venezuelana para tentar derrubá-lo.



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