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Economia

Juros passam a cair com dólar em meio a otimismo com Bolsonaro e fluxo

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Os juros futuros perderam força e caíam na manhã desta terça-feira, 9, sob pressão do dólar em meio a um mercado confiante na vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial. A moeda americana passou a cair, após subir nos primeiros negócios, pressionada por novos ingressos de capitais estrangeiros pela via financeira e comercial no mercado local.

Pesou ainda a inversão para baixo do rendimento dos Treasuries, num movimento de realização de ganhos recentes, apesar de declarações pela manhã do Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Dallas, Robert Kaplan.

Ele afirmou que "não é fora do razoável" haver mais três elevações de juros nos Estados Unidos até junho do próximo ano. Sem direito a voto atualmente nas decisões de política monetária, Kaplan disse não haver dúvida de que pressões cíclicas sobre a inflação tem aumentado, o que propicia o aperto monetário gradual atualmente em andamento.

Os investidores domésticos seguem atentos aos desdobramentos da eleição presidencial. Estão no radar Pesquisa Datafolha, a primeira do segundo turno, que será divulgada na quarta-feira, além da realização do primeiro debate entre os presidenciais nesta quinta-feira, na tevê Bandeirantes.

Nos primeiros negócios, dólar subiu, puxando os juros junto, influenciado pelo avanço da moeda dos EUA no exterior frente a seus pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities em meio a expectativas de aceleração do ritmo do aperto monetário nos EUA.

Depois de iniciar a sessão em alta e subir à máxima de R$ 3,7921 (+0,76%), o dólar à vista virou durante a manhã e registrou mínima em R$ 3,7331 (-0,81%).

Às 10h17, o DI para janeiro de 2020 indicava a 7,79%, após bater em 7,91% na máxima mais cedo, ante 7,85% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2021 caía a 8,81%, de 8,95% na máxima, ante 8,89% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2023 recuava a 10,10%, ante máxima em 10,24%, após 10,14% no ajuste anterior.

Mais cedo, o IBGE informou que a produção industrial no País cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados em agosto de 2018 ante agosto de 2017, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional. Os avanços mais expressivos ocorreram no Rio Grande do Sul (12,3%), Pernambuco (11,7%) e Pará (11,0%).

Também sem impacto nos negócios, a FGV anunciou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) avançou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de outubro na comparação com o fechamento de setembro. Na primeira leitura deste mês, o IPC-S atingiu 0,53% depois de 0,45% no fim de setembro.

Além disso, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 3,3 pontos em setembro ante agosto, para 91,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Após sete meses consecutivos de quedas, o indicador atingiu o menor nível desde dezembro de 2016, quando estava em 90,0 pontos.

 



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