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Economia

Bozano já tem plano B para saída de Paulo Guedes

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Brasília - Já há um plano para a mudança da estrutura da instituição financeira presidida pelo assessor econômico de Jair Bolsonaro, a Bozano Investimentos. Em caso de vitória do candidato do PSL, Paulo Guedes deverá ocupar o novo Ministério da Economia. Por isso, uma empresa especializada preparou o caminho para a saída do executivo em um modelo semelhante ao usado em outros casos, como de Armínio Fraga que também deixou o mercado financeiro para dirigir o Banco Central.
O plano de sucessão já está na gaveta de Guedes e será anunciado logo após eventual vitória do candidato do PSL e a nomeação dele para o ministério. O trabalho foi realizado por um escritório de advocacia que já assessorou outros nomes famosos que entraram no governo.
A Bozano foi constituída como uma sociedade entre os executivos, o que facilita a sucessão. Hoje, sete sócios compõem o comitê executivo e um deles deve substituir Guedes. No mercado, há percepção de que Guedes já deixou a linha de frente da Bozano há algum tempo. Apesar de continuar como presidente da instituição nos documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o assessor de Bolsonaro acompanharia à distância a gestão dos fundos tradicionais, além das participações em empresas.
Em dezembro de 2017, a Bozano cuidava de R$ 2,3 bilhões de 2.640 pessoas físicas e investidores institucionais, dois terços alocados em participações acionárias - venture capital e private equity - e o restante em fundos tradicionais.
As quatro carteiras abertas da Bozano têm rendimento pior que dos concorrentes em todos os segmentos: multimercado, ações e renda fixa. Com isso, o patrimônio da Bozano Asset Management caiu 58% no ano. No restante do mercado houve crescimento de 8%. Em 2 de outubro, a gestora de Guedes mantinha R$ 316,3 milhões em quatro fundos. É uma carteira pequena e representa só 0,007% de todo o mercado de fundos do Brasil. Procurada, a Bozano Investimentos informou, em nota, que os fundos multimercados da instituição têm gestão diferente do mercado. Enquanto carteiras tradicionais são administradascom a expectativa para o futuro dos ativos, a carteira multimercado usa o método quantitativo, com dados, estatísticas e modelos econométricos para calcular o melhor retorno e, assim, decidir onde investir.
Sobre eventual vitória de Bolsonaro, a Bozano informou que “é uma gestora independente de recursos e que, na hipótese de qualquer sócio tomar a decisão de se migrar para a administração pública, serão tomadas todas as providências cabíveis”.



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