Spread dispara na Itália com temores sobre déficit

O spread entre os títulos da dívida pública da Itália e da Alemanha encerrou o pregão desta terça-feira (2) em 302,5 pontos (+7,26%), o que representa o maior valor desde fevereiro de 2014.


Esse indicador é usado como reflexo da confiança dos investidores no mercado italiano: quanto mais alto o spread, maiores o risco e os juros da dívida do país. Com isso, a taxa de juros do título BTP de 10 anos no mercado secundário chegou a 3,44% ao ano, contra 3,29% da última segunda-feira (1º).
Já o FTSE MIB, principal índice da Bolsa de Milão, caiu 0,23%.


Com o spread em 300 pontos, o custo para o contribuinte com juros da dívida pode aumentar 10 bilhões de euros, mesma cifra que o governo pretende usar para financiar a renda de cidadania e o piso de 780 euros nas aposentadorias.


A tensão nos mercados acontece por causa da lei orçamentária da Itália, que prevê um déficit fiscal de 2,4% pelos próximos três anos, índice 0,8 ponto maior do que o exigido pela União Europeia para o país conseguir reduzir sua dívida, a segunda maior da zona do euro (132% do PIB).